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Presidente da CPI quer prorrogação para investigar Protógenes

Itagiba quer prazo para analisar inquérito da PF que investiga abusos do delegado que investigou Daniel Dantas

AE, Agencia Estado

08 de março de 2009 | 08h40

O presidente da CPI dos Grampos, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), vai pedir a prorrogação dos trabalhos da comissão por 60 dias para que os parlamentares tenham tempo de analisar os documentos sobre o inquérito da Polícia Federal que investiga possíveis abusos do delegado Protógenes Queiroz na Operação Satiagraha. O material chegou à CPI na noite de quinta-feira, enviado pela Justiça Federal de São Paulo, e, segundo Itagiba, ficará lacrado até terça-feira, quando o deputado estará de volta a Brasília. Veja também: Operação Satiagraha As prisões de Daniel Dantas Os alvos da Operação Satiagraha Relatório da CPI não pede indiciamento de Protógenes e Dantas Protógenes espionou autoridades ilegalmente, diz revistaItagiba, que apresentará voto em separado ao relatório final da CPI sugerindo o indiciamento de Protógenes por falso testemunho, disse que ainda vai analisar o conteúdo dos documentos, mas comentou que o uso de métodos ilegais de investigação "comprova a falta de controle do setor de inteligência no País". "Comparo à situação da Colômbia", disse. O serviço secreto colombiano enfrenta uma grave crise desde o ano passado, por causa de suspeitas de que a organização teria feito escutas clandestinas em telefones de autoridades, de adversários do presidente Álvaro Uribe, de juízes e de jornalistas. Reportagem da revista Veja desta semana diz que o material recolhido pela PF no inquérito que investiga a atuação de Protógenes mostra que o delegado recorreu a métodos ilegais de investigação e que espionou até mesmo integrantes do governo Lula. "Vou abrir o material e começar a analisar a partir de terça-feira. A continuidade da CPI é fundamental", disse Itagiba. A prorrogação tem que ser aprovada pelo plenário. O pedido será encaminhado ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). "O presidente pode prorrogar e depois o plenário confirma a decisão."

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