Beto Barata/AE
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Presidente da CPI quer ouvir Gabrielli e dirigentes da Petrobras

Senador João Pedro apresentou quatro requerimentos, que devem ser votados em plenário após o recesso

Andréia Sadi, do estadao.com.br,

15 de julho de 2009 | 12h40

O presidente da CPI da Petrobras, senador João Pedro (PT-AM), apresentou ontem quatro requerimentos que convidam o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, e mais três dirigentes a prestar depoimento sobre supostas irregularidades. A informação foi confirmado ao estadao.com.br pela  assessoria do senador. "O senador apresentou os requerimentos que ainda precisam ser votados em plenário, no dia 6 de agosto, quando acontece a próxima reunião da CPI. Se aprovados, eles serão convidados a prestar depoimentos", disse.

 

Além de Gabrielli, os requerimentos sugerem ouvir o diretor-geral da Agencia Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa e o gerente Executivo de Comunicação Institucional da Petrobras, Wilson Santarosa.

 

 

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Apesar de não ser obrigatório, a assessoria do senador acredita que o convite não seja negado pelo presidente da estatal. " Ele já disse que estaria disposto a prestar esclarecimentos, não acreditamos que seja um problema".

 

Após o recesso, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), relator da CPI, também apresentará a sua proposta de trabalho.

 

Instalada ontem, a CPI já conta com 82 requerimentos de senadores. Segundo a Agência Senado, no total, Alvaro Dias apresentou 28 requerimentos à CPI, dos quais seis tratam de convocações e convites para depoimentos e 22 se referem a solicitações de informações e documentos. Já Antonio Carlos Júnior apresentou nove requerimentos, dos quais sete solicitam convocações e convites para depoimentos, um se refere a solicitações de informações e um trata tanto de depoimentos como de informações. Além disso, Alvaro Dias apresentou à Mesa do Senado outros 15 requerimentos de informações e de documentos.

 

A CPI para investigar eventuais irregularidades na Petrobrás e na Agência Nacional de Petróleo (ANP) foi finalmente instalada ontem, dois meses depois de ter sido criada. Mas, para embaralhar as investigações, que só começarão depois do recesso parlamentar, em agosto, a ordem do Palácio do Planalto é centrar as apurações em eventuais irregularidades ocorridas na estatal na época do governo Fernando Henrique Cardoso.

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