Agência Câmara - 19.04.2013
Agência Câmara - 19.04.2013

Presidente da CPI da Petrobrás promete revelar nomes investigados pela Kroll

Contrato de comissão com empresa de espionagem que monitora, dentre outros, o lobista Júlio Camargo vem sendo alvo de críticas

Daiene Cardoso, O Estado de S. Paulo

05 Agosto 2015 | 16h13

Brasília - Durante a sessão da CPI da Petrobrás, o presidente da comissão, deputado Hugo Motta (PMDB-PB) foi confrontado pelo deputado Júlio Delgado (PSB-MG) sobre o sigilo em torno das investigações da consultoria Kroll. No primeiro dia de trabalho após o recesso parlamentar, ele anunciou que vai revelar aos membros da CPI os nomes investigados. 

A comissão está em vias de fechar um novo contrato de rastreamento de ativos de investigados. O peemedebista informou que vai decidir com seus colegas quantos serão rastreados e quem será o foco da próxima fase. A empresa de espionagem Kroll foi orientada a priorizar as investigações sobre o lobista Júlio Camargo.

O delator da Operação Lava Jato acusa o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de ter pedido propina de US$ 5 milhões no esquema de corrupção da estatal. Nesta tarde, o deputado Ivan Valente (PSOL-SP) anunciou que protocolou requerimento de quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de Cunha. O primeiro contrato com a Câmara previa a investigação de 15 pessoas. A consultoria levantou informações sobre 12 nomes, mas a cúpula da CPI pretendia restringir as apurações em três investigados, entre elas Camargo.

Barusco. No início da sessão, o presidente da CPI também informou que enviou ofício aos Conselhos Regional e Federal de Medicina questionando os atestados médicos proferidos pelo médico do ex-gerente de Serviços da Petrobrás, Pedro Barusco. O delator da Operação Lava Jato conseguiu um habeas corpus para não participar de acareação na comissão alegando agravamento de seu câncer ósseo.

Dias depois, fotos publicadas pela revista Veja mostraram Barusco descansando em uma praia de Angra dos Reis. A CPI tenta agora reverter o habeas corpus concedido pelo STF, impetrado pela então defensora Beatriz Catta Preta. Sobre a convocação da advogada, o deputado Celso Pansera (PMDB-RJ) voltou a defender a vinda da advogada à CPI.

Pansera, que é autor do requerimento, disse que se outros profissionais não podem ser pagos com dinheiro de lavagem de dinheiro, a regra também vale para advogados. "Não me parece que seja o caso de uma pessoa, com a história dela, se assustar com um simples requerimento", declarou. Ele defendeu que ela conte aos deputados quem a está ameaçando.

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