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Presidente da comissão do impeachment defende que processo contra Dilma seja julgado em até 120 dias

Para Raimundo Lira, prazo é 'ideal' para um desfecho já que, em ano de eleição, 'prorrogação de expectativa' cria ansiedade no País'; ele se reunirá com o presidente do STF nesta terça para tratar de próximos passos

Ricardo Brito, O Estado de S.Paulo

17 de maio de 2016 | 15h18

BRASÍLIA - O presidente da Comissão Especial do Impeachment do Senado, Raimundo Lira (PMDB-PB), defendeu nesta terça-feira, 17, que a Casa julgue o processo por crime de responsabilidade contra a presidente afastada Dilma Rousseff em até 120 dias. Para o peemedebista, esse prazo é o “ideal” para um desfecho – a legislação prevê um afastamento de Dilma por até 180 dias, período durante o qual os senadores vão instruir o processo para decidir se a condenam ou a absolvem.

“Estamos num ano de eleição (municipal) e à medida que você prorroga essa expectativa, você cria uma ansiedade muito grande no País. Nem é muito bom para o governo temporário, nem quem está fora. Acho que o alongamento do tempo é ruim para os dois lados”, disse Lira.

O presidente da comissão, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o relator do colegiado, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), vão se reunir nesta terça-feira à tarde no gabinete do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, para tratar dos próximos passos do julgamento de Dilma.

Lewandowski presidirá as próximas votações em plenário referentes a presidente afastada, ao contrário da sessão de afastamento, presidida por Renan.

Raimundo Lira disse que Renan, presidente do Congresso, já havia determinado a suspensão do recesso parlamentar no meio do ano. Para o presidente da comissão, essa decisão é boa porque o colegiado atua “em cima de dias corridos”, ou seja, não haverá interrupção dos trabalhos.

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