Franck Robichon|EFE
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Presidente da CNI minimiza ação de cassação da chapa Dilma-Temer

Robson Andrade afirma que processo não deve ser discutido no momento; ele integra comitiva de empresários que faz visita oficial ao Japão

Andrei Netto, enviado especial, O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2016 | 09h11

TÓQUIO - O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Braga de Andrade, afirmou nesta quarta-feira, 19, em Tóquio, no Japão, que a ação de cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, proposta pelo PSDB, em curso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não seja mais discutida. A impugnação da chapa resultaria na destituição do atual presidente Michel Temer e convocação de novas eleições.

Ao longo de 2015, Andrade foi contrário ao impeachment de Dilma Rousseff, mas mudou de opinião em 2016 e passou a defender a destituição, tendo inclusive publicado uma carta aberta pedindo a mudança a 96 horas da votação. 

Questionado pelo Estado sobre como o meio empresarial vê o processo em trâmite no TSE, o presidente da CNI disse que o Brasil não pode mais sofrer com a instabilidade política. "Eu não vejo agora que essa questão deva ser discutida. Nós estamos começando a caminhar em um novo patamar, em uma nova direção. Se você começa a romper de novo as questões institucionais, o Brasil não tem jeito", disse. "É preciso que a gente ponha o pé no chão, saiba que essas questões são do passado e que temos de olhar para o futuro."

Andrade liderou em Tóquio a comitiva de empresários brasileiros que manteve contato com líderes empresariais japoneses na Keidaren, o equivalente local da CNI. Temer participou do encontro, no qual defendeu a estabilidade institucional e segurança jurídica no Brasil para sair da crise econômica. "Eu vejo o presidente Temer muito tranquilo com relação a essas questões", disse ele, referindo-se ao processo no TSE. "E todas as notícias que a gente vê, inclusive do próprio TSE, é de que essa questão é de longo prazo."

Segundo ele, o  meio empresarial vem tendo um bom relacionamento com o atual governo. "A interlocução é muito aberta, muito franca com o governo brasileiro, com o presidente Temer e com os ministros", destacou. "Isso é importante para que possamos colocar as nossas opiniões e mostrar aquilo que está indo muito bem, aquilo que precisa ser corrigido. É uma interlocução muito positiva."

 

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