Presidente da CNBB diz que Vaticano não quis ofender gays

O presidente da CNBB, o cardeal-arcebispo de Salvador Dom Geraldo Majella Agnelo, disse que o documento do Vaticano contrário ao casamento entre homossexuais não teve a "mínima intenção e vontade de ofender" os gays. "Nem de dizer que são pessoas indignas, que não merecem o nosso respeito à sua dignidade", comentou.D. Geraldo considera normal que grupos homossexuais de todo o mundo, inclusive o Grupo Gay da Bahia (GGB) estejam protestando contra o documento. "Acho que as pessoas que, subjetivamente, se sentem ofendidas, reagem", declarou, salientando que perdoa a todos. "O perdão é o básico", disse, sem emitir opinião sobre a manifestação que o GGB faria em frente à Catedral Basílica de Salvador, sede do arcebispado primaz do Brasil, queimando o documento do Vaticano.Ele assinalou que a CNBB discutirá no Brasil as orientações de Roma em relação ao casamento gay, esclarecendo aos padres que não se trata de "uma guerra". Conforme o cardeal, em primeiro lugar "o documento respeita a liberdade e a dignidade de todos sem distinção, procurando deixar claro aquilo que nós temos, que a Revelação nos ensina sobre a vocação do homem para o matrimônio e a família", declarou, insistindo que a intenção da CNBB é "deixar alguns pontos (sobre o assunto) mais claros".

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