Presidente da CNA elogia Lula

Os agricultores, a julgar pelo que diz o presidente da entidade que os congrega, estão bem impressionados com os primeiros cinco meses da administração de Luiz Inácio Lula da Silva. Antônio Ernesto de Salvo deixou isso claro na entrevista que deu ontem no Canal Livre, da Rede Bandeirantes, onde também não escondeu suas opiniões sobre dois bispos da Igreja Católica, dom Tomás Balduíno e dom Pedro Casaldaliga. Para o dirigente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), com esses dois não houve qualquer possibilidade de acordo para enfrentar e resolver os problemas do campo. De Salvo ressaltou que a Igreja Católica, como um todo, não pensa como esses dois prelados e tampouco participa da direção do MST. Para ele, as idéias dos dois bispos estão fora do tempo e do lugar.Para De Salvo, muitos dos problemas de violência e invasão de terras produtivas que vêm ocorrendo em alguns dos Estados do País se devem à atitude omissa de seus governadores. "O poder público tem de dar-se o direito de polícia para evitar os confrontos". E negou que fazendeiros estejam se armando para conter as invasões. "São casos isolados, porque o fazendeiro quer paz, quer trabalhar e continuar crescendo para este Brasil."Governo LulaO presidente da CNA fez uma apreciação bastante favorável para o governo Lula, comparando-o ao governo anterior. "O presidente (Fernando Henrique) passava laços de fita nos pleitos nossos e eu saía (do encontro) com a absoluta convicção de que nada havia sido resolvido, mas que eu havia sido muito bem recebido. Ou eu fiquei bobo, ou ele me passou a perna com mais competência. A verdade é que, do meu encontro com o Lula, eu saí com mais confiança. Percebi nele equilíbrio, serenidade e prudência."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.