Presidente da CEF diz que denúncia do MP é "piada de mau gosto"

O presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, considerou "uma piada de mau gosto" a denúncia que o Ministério Público Federal ofereceu à Justiça contra ele e outros diretores da instituição por gestão fraudulenta, corrupção e concussão. Segundo Mattoso, o procurador que o denunciou, Marcelo Ceará Serra Azul, tem agido com parcialidade e arbitrariedade nas investigações do contrato de operação da rede de loterias entre a Caixa e a multinacional Gtech. Ele disse que as acusações não o atingem, nem enfraquecem seu prestígio dentro do governo. Negou também que pretenda renunciar ao cargo. Mattoso considerou altamente suspeito que Serra Azul tenha poupado as diretorias anteriores da Caixa, responsáveis pela assinatura do cont rato e por uma série de atos lesivos à instituição.Criticou também a omissão do nome da juíza da 17ª Vara Federal, Maísa Giudice, que concedeu liminares que tornaram a Caixa refém da Gtech, e anunciou que vai entregar memorial à Justiça mostrando a impr ocedência da denúncia. "Não há nenhuma referência aos contratos de 1997 e de 2000, justamente os que criaram todas as condições nocivas que tornaram a Caixa prisioneira da Gtech até hoje", reclamou.Na denúncia, distribuída hoje à 12ª Vara da Justiça Federal, estão incluídos também o vice-presidente de Logística da Caixa, Paulo Bretas, o ex-assessor do Palácio do Planalto Waldomiro Diniz, o consultor Rogério Buratti, o empresário de jogos Carlos Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e os executivos da Gtech Antônio Carlos Lino Rocha (ex-presidente) e Marcelo Rovai, atual diretor de Marketing.Todos são acusados de responsabilidade direta na renovação do contrato, em abril de 2 003, pelo prazo de 25 meses, que teria causado um prejuízo gigantesco aos cofres da Caixa. Só em comissões, a multinacional vai faturar mais de R$ 650 milhões.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.