Marcelo Camargo|Agência Brasil
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Presidente da CCJ na Câmara diz que 'é constrangedor' ter um presidente denunciado

Deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG) reitera que vai levar em consideração critérios técnicos para escolher o relator da denúncia contra Temer; nome deve ser definido nesta terça-feira, 4

Leonardo Augusto, - Especial para O Estado

03 Julho 2017 | 14h04



BELO HORIZONTE - O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG) afirmou nesta segunda-feira, 3, ser "constrangedor para todo o brasileiro ter um presidente da República denunciado criminalmente no Supremo Tribunal Federal (STF)". Encarregado da escolha do relator da  denúncia por corrupção contra Michel Temer (PMDB) na comissão, o parlamentar disse ainda que sua decisão levará em conta critérios técnicos, como conhecimento jurídico.

Pacheco falou para a Rádio Super Notícia, de Minas Gerais. "É constrangedor para todo brasileiro ter um presidente da república denunciado criminalmente no STF. A pura existência da denúncia já é um fato grave e que tem que ser encarado com a maior responsabilidade possível".

Integrante do mesmo partido de Temer, o deputado disse não se sentir pressionado para fazer a escolha. "Se há objetivamente pressão ou não é uma avaliação que eu sinceramente não consigo ter essa dimensão. Eu não me sinto pressionado, seja por parte do governo que tem um interesse natural nessa matéria, como eu não me sinto pressionado pela oposição", afirmou.

Segundo o deputado, a definição sobre o relator da denúncia deverá ocorrer na terça-feira, 4. Pacheco afirmou que escolherá "alguém que tenha conhecimento jurídico, portanto que seja advogado ou ligado ao meio jurídico, que tenha relativa independência. Quando eu falo relativa independência, nós temos que reconhecer que nós estamos dentro de uma casa política, que os deputados têm filiações partidárias, têm posições políticas, têm suas preferências, todos eles, seja base de governo, seja de oposição, até um deputado independente tem em algum momento a sua opinião. Então essa relativa independência é alguém que possa fazer preponderar os aspectos jurídicos dessa denúncia a algum apelo ou conveniência política", disse.

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