Presidente da Câmara ordena corte no salário de deputados faltosos

O presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), determinou à secretaria da Mesa que seja feito o desconto no salário dos deputados que faltaram à votação na sessão desta manhã, que analisaria a medida provisória que fixou o salário mínimo em R$ 240. O governo não conseguiu reunir a sua base para garantir a votação. O PFL e o PSDB fizeram obstrução e a sessão foi encerrada for falta de quórum. Apenas 196 participaram da votação, quando o número exigido é de no mínimo 257 presentes. Os deputados do PFL e do PSDB que haviam registrado presença na sessão pela manhã não terão os salários descontados, porque a obstrução é um mecanismo regimental usado pela minoria para tentar evitar uma votação. No início da sessão, 353 deputados haviam registrado presença. O PSDB e o PFL discordam da mudança feita pelo relator da MP, deputado Cláudio Magrão (PPS-SP), que considerou "inadequadas" as emendas feitas pelos partidos à medida provisória aumentando o valor do mínimo fixado pelo governo. Essa classificação impede que as emendas sejam votadas de forma separada como querem os dois partidos. O PFL propõe o valor de R$ 260 para o mínimo e o PSDB, R$ 252. João Paulo marcou nova votação para esta tarde, mas não há garantia de quórum mesmo com a ameaça de corte nos salários.

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