JAVIER MAMANI/AFP
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Presidente da Bolívia diz que vai retirar embaixador no Brasil se impeachment for aprovado

Por meio de uma rede social, Evo Morales chamou Dilma de irmã e disse que sua 'luta' livra povos 'contra o poder econômico de poucos'

Luciana Amaral, O Estado de S. Paulo

31 de agosto de 2016 | 08h29

O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou nesta terça-feira, 30, que vai retirar o embaixador boliviano José Kinn do Brasil se o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff for aprovado nesta quarta, 31.

Ele disse que "se prospera um golpe parlamentar contra o governo democrático de Dilma" e que a Bolívia "defende a paz e a democracia". A Dilma, a quem chama de irmã, diz que com o "processo injusto pretendem conter a rebelião do seu povo e expulsar os pobres, negros e mulheres do poder". 

De acordo com Morales, a "luta de Dilma" é a mesma que livra os povos na América Latina e no mundo "contra o poder econômico de poucos".

Morales ainda escreveu que o único juiz que pode sancionar a conduta política de um presidente é seu povo. "Antes os golpes de Estado eram executados por militares pró-imperiais. Hoje, os golpes de Estado são congressionais, judiciais ou midiáticos."

Morales. Evo Morales é presidente da Bolívia desde 2006 e faz uma linha mais populista, sempre com o apoio de Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entretanto, o governo está envolvido em escândalos de corrupção e também sofre uma grande queda de popularidade. 

Um referendo convocado para mudar a Constituição e permitir que ele se elegesse pela quarta vez, em 2019, foi rejeitado pela população no primeiro semestre deste ano.

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