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Presidente da Assembléia do ES arquiva pedido para cassar governador

Depois de três tentativas de colocar em votação o pedido de impeachment do governador do Espírito Santos, José Ignácio Ferreira (sem partido), o presidente da Assembléia Legislativa, José Carlos Gratz (PFL), disse na noite desta segunda-feira que vai ?engavetar? o processo. ?Sou presidente e coloco na pauta na hora que quiser. E pode ter certeza que esse pedido não entra mais em votação enquanto eu continuar mandando aqui?, afirmou.Gratz estava irritado com a decisão de 15 deputados que, na primeira sessão extraordinária à tarde, deixaram o plenário para barrar a votação. A manobra da oposição foi um protesto contra a recusa de Gratz em aceitar que o pedido de impedimento fosse aprovado por maioria simples (16 dos 30 parlamentares), como sugeriu a oposição, e não por maioria de 2/3 (20 dos 30).O ?engavetamento? foi ironizado pelos manifestantes que acompanhavam a sessão do lado de fora da Assembléia. Dezenas de pizzas foram distribuídas pelas lideranças. Mas, dentro da Assembléia, assessores e secretários de José Ignácio comemoravam a vitória do governador. Os 15 opositores que deixaram a Casa afirmaram que a decisão de Gratz não tem valor legal e que eles vão recorrer na Justiça. ?Gratz acha que manda em tudo, mas não manda. Nós representamos 50% dos votos. Sem a gente, ele não governa. Além disso, temos instrumentos legais?, disse o deputado Juca Alves, um dos líderes do movimento. ?Gratz tem que entender que não estamos contra ele, mas contra o governador.?O deputado Alves admitiu, no entanto, que o governador saiu ganhando por enquanto e que uma batalha na Justiça com o presidente da Casa pode ser demorada e enfraquecer o processo.Os deputados da oposição recorreram à Comissão de Justiça da Assembléia sobre a questão da maioria simples ou não. A comissão dará um parecer até a próxima segunda-feira, que terá que ser votado em plenário. Grazt disse que ?duvida? que o parecer da comissão seja favorável à oposição. ?Aposto o que quiser. Renuncio ao meu mandato se isso acontecer?, desafiou.

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