Presidente da Alemanha elogia 'coragem' do Brasil de criar Comissão da Verdade

Dilma pediu abertura de arquivos do país para ajudar na investigação da ditadura no Brasil

Ricardo Leopoldo e Gustavo Porto, Agência Estado

13 de maio de 2013 | 16h40

SÃO PAULO - O presidente da Alemanha, Joachim Gauck, elogiou nesta segunda-feira, 13, "a coragem" que caracteriza o Brasil em várias frentes, como o fato de ser uma democracia que, além de buscar ser uma economia grande, tem o sexto maior PIB do mundo e busca a melhora das condições sociais de sua população. "A presidente (Dilma Rousseff) teve coragem ao criar a Comissão da Verdade para investigar atos da ditadura militar", destacou. "Por outro lado, o Brasil mostra coragem para abrir sua economia ao comércio global. Penso também no papel positivo que o Brasil deu às Nações Unidas, ao G-20, no Líbano e no Haiti", ponderou.

Para o presidente da Alemanha, o Brasil está correto em buscar o desenvolvimento com respeito ao meio ambiente. "E se conseguir derrubar barreiras para o crescimento econômico, então a importância do País para o mundo vai avançar ainda mais", destacou. "Gostamos muito do Brasil porque é uma democracia, defende os direitos humanos e o Estado de direito", ponderou.

Gauck também afirmou que o Brasil merece muito respeito da Alemanha, porque além de acolher 300 mil imigrantes do seu país, cerca de 40 mil judeus saíram do seu território e da Áustria, para fugir da perseguição política durante a Segunda Guerra Mundial. Ele destacou que este ato humanitário do Brasil sensibilizou muito a ele e a seus compatriotas.

O presidente lembrou que cada vez mais empresas brasileiras se engajam na Alemanha e citou que "elas aproveitam os mercados abertos dos quais vivemos como europeus". Por isso, segundo o presidente alemão, o desejo é ampliar as condições para o comercio livre, pois "milhões de pessoas ganham com isso". "É preciso coragem para aceitar a concorrência de cada lado", acrescentou.

Gauck citou ainda que o Brasil há anos tem papel importante nas rodadas comerciais, citou novamente a eleição de Roberto Azevêdo como diretor-geral da OMC e pediu "metas ambiciosas para a política global de redução de emissões". Gauck lembrou que cada vez mais empresas brasileiras se engajam na Alemanha e citou que "elas aproveitam os mercados abertos dos quais vivemos como europeus". Por isso, segundo o presidente alemão, o desejo é ampliar as condições para o comercio livre, pois "milhões de pessoas ganham com isso", disse. "É preciso coragem para aceitar a concorrência de cada lado".

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