Presidente busca apoio para vaga em conselho da ONU

O presidente Lula pretende aproveitar a sua presença na 13.ª Cúpula da União Africana para aprofundar a relação com um grupo de países que trabalha cada vez mais próximo do Brasil pela reformulação do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU). Nos últimos anos, o País ampliou a participação diplomática na África, tendo hoje embaixadas em 34 dos 54 países que integram o bloco africano.Em 2004 o governo de Lula concedeu perdão de U$ 315 milhões dos U$ 331 milhões devidos ao País por Moçambique. Os US$ 16 milhões que restaram foram escalonados. De 2005 a 2007, o Brasil concedeu U$ 580 milhões em linhas de crédito para Angola. Em apoio à ampliação das redes comerciais e de cooperação com o continente, o Palácio do Planalto conta com esses países para apoiar o pleito brasileiro de ser membro permanente do Conselho de Segurança.Na segunda-feira, Lula viajará para Paris, onde receberá o Prêmio pela Paz Félix Houphouët-Boigny, concedido pela Unesco. De acordo com a entidade, Lula ganhou o prêmio "por sua história de superação, em que um operário, eleito presidente, colocou as questões sociais no topo da agenda política", nas palavras do representante da Unesco no Brasil, Vincent Defourny. O prêmio já foi entregue a Nelson Mandela, Henry Kissinger , Adolfo Pérez Esquivel, Yitzhak Rabin, Shimon Peres, Yasser Arafat e Jimmy Carter, entre outros. Lula receberá o seu troféu de Kissinger e ganhará um cheque de US$ 150 mil. Em Paris, ele deverá ter também um encontro com o presidente francês Nicolas Sarkozy. Os dois vão conversar sobre a próxima reunião do G-8, nos dias 8 e 9.

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