Evaristo Sá/AFP
Evaristo Sá/AFP

Presidente admite que pode ter 'errado na dose' na área econômica no 1º mandato

Em primeiro depoimento após a onda de protestos contra o governo no último domingo, Dilma afirma que pode ter se equivocado 

Ricardo Della Coletta, Rafael Moraes Moura Tânia Monteiro, O Estado de S. Paulo

16 de março de 2015 | 18h11

Brasília - A presidente Dilma Rousseff admitiu nesta tarde que seu governo pode ter cometido "algum erro de dosagem" na política econômica anticíclica adotada no primeiro mandato. 

"É possível que a gente possa até ter até cometido algum", declarou a petista, em coletiva de imprensa após a sanção do Novo Código do Processo Civil, no Palácio do Planalto. A fala da presidente foi a primeira após a onda de protestos contra a corrupção e contra o governo realizados no último domingo, 15. Em seu discurso, ela enfatizou que está aberta ao diálogo para resolver os eventuais problemas do governo e que são necessários algumas "correções" na política econômica do governo federal.

Apesar de ter admitido que possa ter se equivocado, a presidente destacou que a situação atual seria pior caso a equipe econômica de seus quatro anos iniciais não tivesse empreendido medidas como a desoneração da folha de pagamentos e diversas subvenções econômicas para enfrentar um cenário internacional adverso.


"Tem gente que acha que a gente tinha de ter deixado algumas empresas quebrarem e os trabalhadores se desempregarem. Eu tendo a achar que isso era um custo muito grande para o País", defendeu-se. "É possível discutir se podia ser um pouco mais ou um pouco menos", ponderou.

Mesmo um erro de dosagem não justifica a situação atual, com o País necessitando de um pesado ajuste fiscal para reestruturar seus contas públicas, disse Dilma.

"A economia não reagiu. Ninguém pode negar que fizemos de tudo para a economia reagir. Podem falar que era melhor deixar quebrar. Eu não acredito nisso". 

Por último, ela concluiu argumentando que não é aceitável que o País volte a ter os níveis de desemprego registrados no passado.

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