Lula Marques/Agência PT
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Presidente acena recuo no uso de emendas parlamentares para cobrir corte do PAC

Tema é um dos principais pontos de rejeição ao pacote do Executivo para incrementar as receitas e fechar as contas em 2016

O Estado de S. Paulo

16 de setembro de 2015 | 08h43

A presidente Dilma Rousseff mostrou disposição para recuar em um dos principais pontos de rejeição dos parlamentares ao pacote do Executivo para incrementar as receitas e fechar as contas em 2016. Segundo interlocutores da presidente, ela teria acenado voltar atrás da proposta para que deputados e senadores destinem as emendas parlamentares para as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Com o direcionamento da aplicação das emendas, o governo espera economizar R$ 7,6 bilhões no ano que vem em gastos da Saúde e do programa de infraestrutura. Só para cobrir os cortes do PAC, são R$ 3,8 bilhões. Normalmente, os parlamentares usam esses recursos para irrigar suas bases eleitorais.

O líder do PSD, Rogério Rosso (DF), exemplificou o descontamento dos parlamentares com a proposta. "De repente, o parlamentar não quer colocar recursos na duplicação da BR-101, mas quer na estrada vicinal de seu município", afirmou.

Ontem, em reunião com a presidente, alguns líderes disseram que um recuo do governo nesse ponto poderia abrir espaço para apoio ao restante do pacote. O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), discorda: "É apenas menos uma derrota", afirmou. 

A presidente reconheceu aos líderes da base as dificuldades para aprovar o novo pacote para alcançar o superávit primário de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016, em especial a volta da CPMF. Ela tem se empenhado pessoalmente para garantir apoio, telefonando para os parlamentares.   

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