Presidenciáveis pedem votos para Ana Amélia e Tarso

Empatados na mais recente pesquisa de intenção de votos, do Datafolha, com 31%, os candidatos ao governo do Rio Grande do Sul Ana Amélia Lemos (PP) e Tarso Genro (PT), que busca a reeleição, usaram depoimentos dos presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) na propaganda de televisão no início da tarde desta segunda-feira, 29.

ELDER OGLIARI, Estadão Conteúdo

29 de setembro de 2014 | 16h16

Ana Amélia exibiu depoimentos de eleitores dizendo frases como "Tarso de novo não", "chega de PT", "não adianta tentar denegrir o nome dela que não vai adiantar" e "ela tem experiência". Na sequência, mostrou gravação ao lado de Aécio, na qual o tucano diz "Ana Amélia é aquilo que todos gostariam de ter, uma candidata preparada e honrada, e a vitória dela é das mais importantes que a política feita com seriedade precisa ter no Brasil".

Tarso apresentou imagens do discurso que fez no comício de sábado, 27, na zona norte de Porto Alegre, no qual sustentou que, alinhado com o governo federal, o Estado tem Bolsa Família, financiamento para pequenos empreendimentos, formação profissional e incentivos a filhos de trabalhadores que conseguem vagas em escolas privadas. Também reproduziu mensagem que a presidente da República enviou ao público do comício. "A eleição de Tarso é a certeza de que nossa parceria poderá se ampliar ainda mais e que o Rio Grande do Sul continuará com um governo sério, honesto e sempre ao lado dos que mais precisam", disse Dilma.

O programa petista criticou Ana Amélia por ter sido funcionária nomeada do gabinete do marido, o então senador Octávio Omar Cardoso (PDS, atual PP), em 1986, enquanto também era diretora da sucursal do Grupo RBS em Brasília, e de ter "escondido" da Justiça Eleitoral a propriedade de parte de uma fazenda em Goiás. A senadora tem rebatido tais acusações afirmando que a contratação obedecia e legislação vigente naquele ano, que prestava serviços ao gabinete fazendo clipagem de jornais e preparando subsídios para as atividades do parlamentar, e que o imóvel rural está nos bens do marido e a parte que lhe cabe depois da partilha, feita neste ano, será informada na Declaração do Imposto de Renda do ano que vem.

José Ivo Sartori (PMDB) prometeu incentivar a agricultura familiar, exportações, parques tecnológicos e melhorar a infraestrutura do Estado. Terceiro colocado nas pesquisas, mas em ascensão, Sartori pediu que seus eleitores conquistem mais um voto cada um para ir para o segundo turno. E demonstrou otimismo em uma das peças da propaganda. "Tarso acha que já ganhou, Ana Amélia acha que já ganhou, mas metade do Rio Grande acha que não", lembrou o texto, referindo-se ao alto número de indecisos apontado pelas pesquisas espontâneas de intenção de votos.

Vieira da Cunha (PDT) afirmou que vai melhorar a segurança pública integrando as policias civil e militar, investindo em tecnologia e promovendo concursos anuais para recompor o quadro das corporações. Roberto Robaina (PSOL) considerou que uma vitória de Ana Amélia seria um "retrocesso" e uma de Tarso seria "continuismo" e pediu votos para fortalecer a luta do partido. Humberto Carvalho (PCB) manifestou solidariedade aos palestinos. E Edison Estivalete (PRTB) pediu que os jovens se mobilizem pela renovação política e, mesmo que não tenham idade para votar, peçam que seus pais e irmãos mais velhos apostem no partido ao qual é filiado.

A mais recente pesquisa para o governo do Rio Grande do Sul, feito pelo Datafolha para o Grupo RBS e divulgada na noite de sexta-feira mostra Ana Amélia e Tarso com 31% das intenções de voto na modalidade estimulada, seguidos por Sartori, com 17%, Vieira da Cunha, com 2%, e Roberto Robaina com 1%. Os outros candidatos não chegaram a 1%. Nas menções espontâneas, 39% dos entrevistados disseram que ainda não sabem em quem vão votar. A sondagem foi feita nos dias 25 e 26 com 1.374 eleitores, tem margem de erro de três pontos porcentuais para mais ou para menos e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o número 00021/2014.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.