André Dusek/Estadão
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'Presidencialismo brasileiro não contempla recall', diz Requião

Ex-governador do Paraná, senador Roberto Requião anunciou voto contra o impeachment, dizendo não ver crime de responsabilidade que justifique afastamento

Gustavo Porto, Luísa Martins e Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2016 | 21h14

BRASÍLIA - Antes de declarar voto contra a "besteira, a monumental asneira do impeachment da presidente da República neste momento", o senador Roberto Requião (PMDB-PR) afirmou, no pronunciamento na sessão da Comissão Especial de Impeachment que avalia o afastamento de Dilma Rousseff (PT), que o "presidencialismo brasileiro não contempla recall ou referendo revogatório". Para o parlamentar, dissidência do PMDB, não há crime de responsabilidade que justifique o impeachment.

Requião, no entanto, admitiu que todos concordam que o governo tem dificuldade de sobreviver por falta de apoio, mas há o questionamento se o impeachment é a saída para a crise política e econômica. "Meu amigo Michel Temer assume suportado por série de ideias da 'Ponte para o Futuro' e reveladas em entrevistas por auxiliares que são as da utopia neoliberal com corte de gastos, a mesma proposta que fracassou em outros países".

O senador afirmou ainda que foi cabo eleitoral de Dilma e se sentia frustrado porque compromissos de campanha não foram cumpridos. "(Dilma) cumpriu o arrocho fiscal do PSDB e agora todo o grupo de oposição é contra. Os remédio do PSDB é o remédio da Dilma elevado à décima potencia", disse ao encerrar seu discurso. 

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