Presidência volta a dizer que PAC está fora de cortes

Em nota, assessoria da presidência informa que idéia é preservar PAC e programas sociais

Leonencio Nossa e Fabio Graner, de O Estado de S.Paulo

09 de janeiro de 2008 | 17h37

A Presidência da República afirmou há pouco que a idéia do governo é "preservar" dos cortes orçamentários "os programas sociais e os investimentos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento econômico)". A afirmação consta de nota oficial em que a Assessoria de Imprensa da Presidência informa que o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, participará amanhã, a partir de 8 horas, do programa "Bom Dia, Ministro", da Radiobrás, quando conversará sobre os cortes com radialistas de emissoras de 11 Estados.   Veja também: Corte no Orçamento ameaça barrar a criação de 230 varas da Justiça STF dá prazo de 10 dias a Lula para explicar aumento do IOF   "O ministro Paulo Bernardo tem assegurado que os cortes serão debatidos com os líderes da base aliada no Congresso, e a idéia é preservar os programas sociais e os investimentos no PAC", diz a nota oficial. Cortar despesas previstas na proposta de Orçamento para 2008 é parte da estratégia do governo destinada a compensar a perda de cerca de R$ 40 bilhões que seriam arrecadados com a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) se ela não tivesse sido extinta pelo Senado.   No início da tarde, Paulo Bernardo disse, em entrevista coletiva, que a intenção é a de preservar dos cortes os recursos destinados ao PAC, mas admitiu que o governo pode, eventualmente remanejar recursos de uma obra (do PAC) mais atrasada por problemas burocráticos, como por exemplo falta de licenciamento ambiental, para outras que estejam com andamento normal. O disse também que não podia afirmar "que não vai haver cortes em hipóteses alguma."   O texto da nota da Presidência, ao dizer que "a idéia é preservar os programas sociais e os investimentos no PAC", ressalta que o governo já decidiu compensar a perda da CPMF com o aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos bancos.   Os radialistas que conversarão com Bernardo no "Bom Dia, Ministro" são representantes da seguintes emissoras de rádio: "Jornal do Commercio", de Pernambuco, "Nova Aliança", do Distrito Federal, "Itatiaia", de Minas Gerais, "Gaúcha", do Rio Grande do Sul, "Boa Nova", do Ceará, "Cultura", de Mato Grosso do Sul, "Bandeirantes", de São Paulo, "Continental", do Rio de Janeiro, "Paiquerê", do Paraná, "Liberal", do Pará, e "Sociedade, da Bahia.

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