Presença de ACM era ponto de equilíbrio na política, diz Tuma

'Brinquei com ele, para ele voltar logo, porque o Senado estava parecendo um inferno', diz o corregedor

Vinícius Pinheiro, da AE

20 de julho de 2007 | 13h14

O senador Romeu Tuma (DEM-SP) lamentou nesta sexta-feira, 20, a morte do senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA). Segundo o senador, a presença de ACM era "um ponto de equilíbrio na política" do País. "Ele participou de todos os fatos contemporâneos da história brasileira. Ele vai fazer muita falta para a política", afirmou Tuma.   Veja também:  Morre o senador Antonio Carlos Magalhães  Galeria de Fotos  ACM visita o Estado de S. Paulo   De acordo com o relato do senador, ACM acompanhava os acontecimentos recentes no Senado e esperava voltar logo à cena política de Brasília. Tuma afirmou que em um dos encontros que teve com o senador, enquanto ele estava hospitalizado, ACM lhe pediu as notas taquigráficas da discussão entre os senadores Arthur Virgílio (PSDB-AM) e o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).   "Ainda brinquei com ele, dizendo que ele precisava voltar logo, porque aquilo lá (o Senado) estava parecendo um inferno", contou Tuma. Segundo o senador, com "uns dois ou três gritos" ACM seria capaz de equilibrar a situação, ainda se referindo à crise do Senado.   Os parentes do senador ACM, que estavam presentes no Instituto do Coração (Incor) em São Paulo, deixaram o local sem falar com a imprensa. De acordo com a assessoria do hospital, a expectativa é de que o corpo de ACM seja liberado até às 14 horas desta sexta-feira.   ACM morreu nesta sexta-feira, 20, às 11h40 no Incor-SP por falência múltipla dos órgãos, após o agravamento do seu estado de saúde durante essa madrugada, quando sofreu uma parada cardíaca. Ele estava internado no hospital há 37 dias, desde 13 de junho.

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