Presa suspeita no caso de ameaça a procurador do AM

A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira Maria José Dantas da Silva, a suposta intermediária da encomenda da morte do procurador do Amazonas Mauro Cambell. De acordo com a assessoria da polícia, ela confirmou em depoimento que o procurador-geral licenciado Vicente Cruz foi o mandante da trama para a execução de Cambell, e que seu namorado, Élson Moraes, que está foragido, seria o responsável pela contratação do pistoleiro.O pistoleiro supostamente contratado para o crime, identificado como Frank, está no programa de proteção de testemunhas da polícia. Frank denunciou o esquema a Cambell na semana passada. Por sua vez, Cambell falou do caso para o Secretário de Segurança do Estado, Francisco Sá Cavalcanti. As ligações telefônicas aos celulares de Maria José e Élson foram grampeadas e, na segunda-feira, houve uma ligação para Cruz em que ele desmancha o suposto pedido para a procura de um pistoleiro.Segundo a assessoria do Ministério Público Estadual, onde Cruz está preso desde terça em seu próprio gabinete, seus advogados estão tentando um habeas corpus para permitir que ele fique em prisão domiciliar.Cruz teria contratado primeiro um pistoleiro por R$ 20 mil para executar o crime no réveillon deste ano, que teria sumido com o dinheiro, e supostamente motivado Cruz a contratar, para 7 de janeiro, o segundo pistoleiro, identificado como Frank. O motivo para a encomenda da morte seria supostamente eliminar o mais forte cotado para ser o novo procurador de Justiça nas preferências do governador Eduardo Braga (PMDB). Campbell foi secretário de segurança na primeira administração de Braga e cabe ao governador escolher o procurador-geral, ao receber a lista tríplice dos nomes mais votados, depois da eleição marcada para o dia 15 de fevereiro. Cruz e Campbell fazem parte da lista de seis candidatos ao cargo.Por ter foro privilegiado, Cruz não será investigado pela polícia ou pela justiça comuns, mas por um colegiado de membros do próprio Ministério Público. O subprocurador Carlos Coelho anunciou na terça que a investigação será sigilosa e não há data para conclusão.

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