Werther Santana/AE - 19/12/2011
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Preocupado com a crise, Alckmin estuda congelamento de gastos em 2012

Governador de São Paulo ainda não definiu o valor que deve ser contingenciado; Palácio dos Bandeirantes teme que a turbulência internacional afete a arrecadação do governo estadual

Gustavo Uribe, da Agência Estado

26 de dezembro de 2011 | 15h45

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, deve se reunir na terça-feira, 27, com o núcleo econômico do Palácio dos Bandeirantes para avaliar as perspectivas de gastos, economias e investimentos para 2012. Na pauta, entre outros temas, será abordada a perspectiva de um contingenciamento de recursos do Orçamento do Estado para o ano que vem, que é de R$ 156,6 bilhões. O governador ainda não definiu o valor do congelamento, mas a expectativa de integrantes do Palácio dos Bandeirantes é de que ele seja similar ao do ano passado, de R$ 1,5 bilhão. "Os investimentos para 2012 devem ser menos afetados do que foram em 2011", antecipou um dos membros do governo estadual. No início de 2011, do total de recursos congelados, R$ 1,259 bilhão eram voltados a investimentos.

 

Em um cenário de crise mundial, que já afeta a economia brasileira, a preocupação é de que a arrecadação governamental seja atingida, prejudicando sobretudo a capacidade de investimento da máquina pública em 2012, ano de disputa municipal. Além desse eventual ajuste fiscal, o governador de São Paulo informou na semana passada, em reunião com a equipe de governo, que pretende deixar de gastar R$ 2,7 bilhões em custeio até o final de sua atual administração. Para 2012, a economia deve chegar a R$ 900 milhões. O corte de gastos com água, energia, telefonia, combustível, entre outros, tem como objetivo assegurar a capacidade de investimento do governo estadual até 2014, ano em que o tucano deverá disputar a sua reeleição ao Palácio dos Bandeirantes.

 

No início de abril, o governador já havia pedido ao seu secretariado que entregasse um cronograma de cortes em gastos de custeio para os quatro anos de sua gestão. A meta inicial era economizar anualmente entre R$ 1 bilhão e R$ 1,2 bilhão para aplicar, em especial, no campo social, em uma tentativa de recuperar espaço em uma área considerada uma das principais vitrines eleitorais do PT.

 

 

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