Marcos Arcoverde/Estadão
Marcos Arcoverde/Estadão

Preocupação agora é com a Previdência

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), prometeu colocar hoje em pauta a proposta de estender a política de valorização do salário mínimo para todo o regime da Previdência. O Planalto teme a vinculação a um gatilho que proporcione ganhos reais e vai tentar um acordo para evitá-la. O PMDB, que decidiu ir para o confronto com o governo depois da divulgação da lista dos envolvidos na Operação Lava Jato, já sinalizou que deve apoiar a medida.

BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

11 de março de 2015 | 02h03

Os deputados aprovaram ontem o texto-base de uma proposta prevendo a manutenção da fórmula atual de correção do salário mínimo até 2019 - que leva em conta a inflação e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

O Planalto trabalhou durante todo o dia de ontem para adiar a análise da matéria até maio. O plano era que a presidente Dilma Rousseff usasse o Dia do Trabalho para anunciar a manutenção do modelo atual ou a sua revisão, criando uma agenda positiva.

Mas a manobra governista foi bloqueada por Cunha, que acertou com aliados que levaria adiante proposta de valorização do mínimo apresentada no ano passado pelos deputados Antonio Imbassahy (PSDB-BA) e Paulo Pereira da Silva (SD-SP), que replica a política adotada em 2011. O texto teve apoio do governo para evitar que a base se rebelasse e também votasse na noite de ontem emenda do líder do PDT, André Figueiredo (CE), que garantia a mesma política de reajuste para a Previdência. / R.D.C.

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