Dida Sampaio/AE
Dida Sampaio/AE

Preocupa o impacto que CPI da Petrobras pode ter, diz Gabrielli

Presidente da estatal ressaltou que prestará todas as informações que sejam requeridas pelos parlamentares

Cláudia Trevisan, de O Estado de S.Paulo,

19 de maio de 2009 | 12h48

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse nesta terça-feira, 19, que a instalação da CPI da Petrobras preocupa pelo impacto que ela pode ter sobre a reputação da empresa. Mas ressaltou que a estatal prestará todas as informações que sejam requeridas pelos parlamentares.

 

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"A reputação de uma empresa como a Petrobras é algo que preocupa os empregados, os acionistas, os fornecedores", afirmou. Gabrielli lembrou que esteve no Senado e disse que a Petrobras está disposta a esclarecer qualquer dúvida dos parlamentares. Mesmo assim, o Senado decidiu pela instalação da CPI.

 

Lideranças do governo discutem no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), nomes da base aliada no Senado que poderiam emplacar como relator e presidente da CPI instalada para investigar irregularidades na Petrobras. A reunião foi aberta logo após o presidente em exercício José Alencar assinar mensagem de indicação da senadora Ideli Salvatti (PT-SC) como líder do governo no Congresso.

 

Fontes ouvidas pela Agência Estado disseram que o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, defende o nome do senador Gim Argello (PTB-DF) para a relatoria. Já Ideli demonstrou, em conversa informal no CCBB, resistência ao nome de Argello. Mas, mesmo petistas, avaliam que ela deve se concentrar na liderança do governo para se cacifar no posto.

 

Parlamentares do PT demonstraram, nas conversas de hoje, que não consideram uma boa solução indicar para a função o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), que não teria grande capacidade de movimentação entre os senadores que vão compor a comissão. E estes, Mercadante e Ideli, seriam os únicos nomes do partido de confiança do Planalto.

 

Nesse quadro traçado por petistas e até pelo ministro Múcio, parece com mais força o nome do senador Romero Jucá (PMDB-RR) que poderia inclusive compor uma dobradinha com Argello, um na presidência outro na relatoria. Uma coisa é certa, segundo disse uma fonte do governo: a tropa de choque governista na CPI e fora dos seus holofotes será integrada por Jucá e Renan Calheiros (PMDB-AL), que, sendo assim, conseguirá voltar à evidência no noticiário do Senado depois dos escândalos que o derrubaram da presidência da Casa.

 

As discussões sobre os nomes que serão indicados prosseguem no CCBB, mas a decisão só será tomada após consulta ao presidente Lula, que está em viagem ao exterior. Os governistas, nos encontros de hoje no CCBB, definiram como discurso para justificar o controle da relatoria e da presidência da CPI pela base o rodízio de partidos no comando das CPIs instaladas. E agora seria a vez dos partidos da base governista.

 

Ao deixar o prédio do CCBB, Ideli tentou demonstrar que a única preocupação dela é com questões orçamentárias. "São os líderes do governo no Senado que estão conduzindo e tocando as ações na CPI", disse. A uma pergunta se tinha interesse de participar do comando da CPI ou indicar nomes, ela respondeu: "eu não tenho interesse". "Minha tarefa é cuidar do orçamento e das questões de verbas", completou.

 

(Com Leonencio Nossa, da Agência Estado)

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