Prefeituras das capitais devem cortar gastos por causa da crise

Previsão é de orçamentos mais enxutos para 2009 e queda nas despesas com custeio da máquina

06 de novembro de 2008 | 18h50

A crise econômica mundial deve causar impactos nos orçamentos das capitais brasileiras para o ano que vem. Enquanto as propostas de Orçamento municipal de 2009 já contemplam custos reduzidos, as prefeituras estudam novos cortes nos gastos. A razão é simples: se a atividade econômica arrefecer, haverá queda na receita.   LEIA REPORTAGEM COMPLETA NA EDIÇÃO DO 'ESTADO' NESTA SEXTA-FEIRA   Veja também: "Se o governo não cortar, BC terá de subir juros", diz economista sobre Orçamento 2009   Enquete: Qual despesa as prefeituras devem cortar?   Entenda o que é o Orçamento e como é feita a proposta    Os reflexos da crise devem afetar principalmente o custeio das administrações municipais. São despesas correntes, como salários dos servidores, materiais de escritório, contas de luz, água e telefone e serviços de manutenção. É possível, portanto, que haja demissões nas novas gestões das capitais. No momento, os projetos de Orçamento tramitam nas Câmaras Municipais e têm de ser aprovados até dezembro.   O coordenador-geral de Acompanhamento e Avaliação Orçamentária da Prefeitura de Maceió (AL), Jailton Nicácio, afirma que, se houver uma queda na arrecadação do município, a área social fatalmente será atingida, incluindo os setores de saúde e educação. "Quando se tem qualquer aperto orçamentário, corta-se nos projetos sociais. Infelizmente." Nicácio explica que Maceió também pode sofrer com a paralisação de duas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), caso, em função da crise, o governo federal não transfira os recursos previstos.

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