Hélvio Romero/AE
Hélvio Romero/AE

Prefeitura praticou ilegalidade ao expor paciente, diz Russomanno

Administração revelou informações sobre eleitor que reclama do sistema de sáude no programa de Haddad

Ricardo Chapola - O Estado de S. Paulo

28 de agosto de 2012 | 14h02

SÃO PAULO - O candidato do PRB a prefeito de São Paulo, Celso Russomanno, afirmou nesta terça-feira, 28, que a Prefeitura "praticou ilegalidade" ao abrir dados médicos do paciente que apareceu no programa eleitoral petista de Fernando Haddad. Informações desta natureza, segundo o ex-deputado, que se escorou no Código de Defesa do Consumidor, pertencem ao paciente.

"Um prontuário médico, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor e com o Código de Ética Médica, pertence ao paciente, não ao médico, muito menos ao hospital. Se abriram esse prontuário, de fato, praticaram ilegalidade", avaliou durante caminhada em Santo Amaro, zona sul da capital.

A Prefeitura divulgou na última segunda-feira dados do paciente que participou de uma das peças do programa eleitoral de Haddad. No programa, o caminhoneiro José Machado reclama do sistema municipal de saúde e diz que está aguardando há pelo menos dois anos para fazer uma cirurgia de catarata.

Na visão da Prefeitura, a campanha do petista teria divulgado informações erradas sobre o paciente. Especialistas contestam a divulgação das informações, alegando que isso pode configurar quebra de sigilo. 

Trânsito. Com críticas ao planejamento da cidade para a mobilidade urbana, Russomanno disse que, se eleito, táxis da circularão pelos corredores de uso exclusivo aos ônibus. Para ele, trata-se de uma medida mais coerente e que fará a cidade andar. "O ônibus, se vazio, anda no corredor? Anda. São umas coisas que não dá para entender, o tratamento tem que ser igual", defendeu Russomanno, questionado se conduta não prejudicaria mais o trânsito.

"Se um táxi tem mobilidade e rapidez, ele vai chegar no seu passageiro, o passageiro evita o seu carro e nós melhoramos a mobilidade da cidade".

  

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