Prefeitura de São Paulo tem contrato com 5 das 11 empresas

Cinco das 11 empresas fornecedoras de remédios e materiais hospitalares que estão na mira da Operação Parasitas mantêm contratos com a Prefeitura de São Paulo. Juntas, elas tiveram R$ 10,6 milhões empenhados (dinheiro reservado no Orçamento) desde o início da gestão, em 2005, quando o prefeito ainda era o governador José Serra (PSDB).As empresas que fornecem materiais e medicamentos para órgãos da prefeitura são: a Embramed, a Home Care Medical, a Halex Istar, a Biodinâmica e a Velox Produtos de Saúde.A maiores fornecedoras são a Embramed, que tem um total de empenhos registrados, nos quatro anos de governo, de R$ 3,98 milhões, e a Home Care, com R$ 3,96 milhões.O levantamento, feito com base no sistema de execução orçamentário municipal, o NovoCEO, considera apenas o total comprometido no Orçamento e quanto foi pago até agora. Não estão incluídos eventuais contratos com autarquias e empresas municipais. O levantamento foi feito pelo gabinete do vereador Paulo Fiorilo (PT), que faz parte da Comissão de Orçamento e Finanças da Câmara. A Secretaria Municipal da Saúde informou ontem que, por meio de uma portaria, vai criar uma Comissão Especial de Apuração Preliminar para apurar, por meio de auditoria, os processos administrativos que resultaram nos contratos das empresas. Segundo a prefeitura, serão analisadas "a legalidade de todas as etapas dos procedimentos licitatórios, a adequação dos preços em relação aos praticados pelo mercado, a correlação entre as marcas dos produtos adquiridos com os entregues e a ocorrência de possíveis prejuízos à população".Enquanto a sindicância durar, as atas de registro de preço das cinco empresas ficarão suspensas. A prefeitura informou que está disposta a ajudar nas investigações.

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