Prefeitura de São Paulo quer auditagem nas regionais

A Prefeitura está estudando a realização de uma auditoria contábil e financeira nas 28 administrações regionais de São Paulo. O estudo seria uma forma de complementar o combate à corrupção na máquina municipal - no total, 16 funcionários já foram afastados nas regionais de Santo Amaro, na zona sul, e em Santana, zona norte, em apenas 26 dias de governo.A possibilidade de uma auditoria foi informada nesta quinta-feira pelo secretário de Implementação das Subprefeituras (ex-Administrações Regionais), Arlindo Chinaglia. "Ainda não sei quanto custaria, mas com isso poderemos ter um real panorama da situação", explicou.Chinaglia abordou ainda a ajuda que a polícia e o Ministério Público podem dar à Prefeitura no combate à corrupção. "A auditoria seria um complemento para uma devassa nos principais focos de corrupção", afirmou o secretário.O segundo episódio de descoberta de suposta corrupção nas administrações regionais foi marcado pelo afastamento de dez funcionários em Santana. Chinaglia disse que ainda não foi informado oficialmente do episódio pelo administrador regional, Hélvio Nicolau Moisés. Este não respondeu às ligações feitas pela reportagem.Os funcionários afastados integravam a equipe do "rapa", responsável pelas apreensões de mercadorias dos ambulantes. Dos servidores afastados, parte será utilizada em outros setores da própria regional de Santana, enquanto o restante retornará às funções originais. A suspeita é que os agentes estivessem cobrando propina de camelôs.Chinaglia disse que o afastamento de funcionários em Santana também segue orientação da secretaria para que seja realizado rodízio de servidores públicos nas áreas mais atingidas pela corrupção. Segundo ele, funcionários e população estão adquirindo "confiança" na nova gestão. "Isso estimula a que as pessoas não aceitem a cobrança de propina e ainda denunciem", afirmou.O primeiro episódio de suposta corrupção descoberto pela gestão petista foi anunciado na última segunda-feira. Foram afastados seis funcionários da Regional de Santo Amaro: o supervisor e um chefe de fiscalização do setor de Uso e Ocupação do Solo, um fiscal, um funcionário da oficina da regional e um operador das bombas de combustível da garagem do órgão. Os nomes foram mantidos em sigilo. Uma comissão foi formada para averiguar o caso.

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