Prefeitura de Santo André apóia investigações sobre morte de prefeito

A prefeitura de Santo André divulgou nesta quinta-feira nota oficial apoiando o pedido da família do ex-prefeito Celso Daniel para que as investigações sobre o seqüestro e morte sejam rigorosas para esclarecer "várias indagações ainda não respondidas" sobre o caso. A família de Daniel nega a possibilidade de crime comum e insiste na tese de que o prefeito foi morto por ter descoberto um esquema de corrupção na cidade.Provas colhidas pela Polícia Federal (PF) e pelos Departamentos de Homicídios de Proteção à Pessoa (DHPP) e de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), ambos da Polícia Civil de São Paulo, não indicam, no entanto, que isso tenha ocorrido. Segundo os dezenas de depoimentos, laudos e as confissões dos autores do crime na presença de seus advogados, o delito foi obra de uma quadrilha de seqüestradores liderada por Ivan Rodrigues da Silva o Monstro.?É de fundamental interesse desta administração municipal que as investigações apontem os culpados pelo crime, bem como suas motivações", diz a nota da prefeitura. De todos os acusados do crime, falta a polícia prender apenas um. Quando indagado pela polícia se havia algum mandante no crime, Monstro disse ao delegado Edson Santi: "Eu não teria por que esconder se houvesse algum mandante, pois o crime e a pena para mim iam ser iguais".Apenas um setor da polícia ainda trabalha com a possibilidade de o crime ter alguma conotação política, a Delegacia Seccional de Taboão da Serra, cujo titular Romeu Tuma Junior afastou-se do cargo recentemente para disputar vaga como deputado estadual pelo PPS. Ele apura a possibilidade da morte do prefeito estar ligada ao resgate de presos de helicóptero da penitenciária de Guarulhos. Isso porque Dionísio Aquino Severo, um dos fugitivos, confessou, ao ser recapturado, que "achava conhecer o empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, que estava com Daniel quando o grupo de Monstro seqüestrou o prefeito.

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