Prefeitura de Porto Alegre é disputada por 4 mulheres

Em vez de nove, como em 2004, oito candidatos disputam a prefeitura de Porto Alegre em outubro, num panorama um pouco diferente da última eleição. Na época, o PT vinha de quatro mandatos consecutivos e era o principal alvo de um bloco de adversários. A seqüência de governos do partido foi rompida pela vitória do prefeito José Fogaça (PMDB), que decidiu o segundo turno contra o deputado estadual Raul Pont (PT), recebendo 53,32% dos votos válidos, ante 46,68% do adversário. Apesar de derrotar o PT, Fogaça não pregava ruptura com o passado, prometendo manter realizações dos antecessores e acrescentar melhorias. A corrida deste ano tem quatro candidatas com perfil de esquerda: as deputadas federais Maria do Rosário (PT), da Coligação Frente Popular (PT-PSL-PTC-PRB), Manuela D´Ávila (PC do B), da Porto Alegre é Mais (PCdoB-PPS-PR-PTdoB-PMN-PSB-PTN), e Luciana Genro (PSOL), da Sol e Verde (PSOL-PV), além da servidora pública federal Vera Guasso (PSTU), da Frente de Esquerda (PSTU-PCB). Os partidos de Maria do Rosário e Manuela são aliados na esfera federal. Já na municipal, a deputada do PC do B coligou-se com o PPS, que era a legenda de Fogaça até 2007, quando ele, que concorre à reeleição pela Coligação Cidade Melhor - Futuro Melhor (PMDB-PTB-PSDC-PDT), retornou ao PMDB. DEM e PSDB estiveram juntos em 2004 e agora apresentam candidatos próprios: os deputados federal Onyx Lorenzoni (DEM), da Coligação Porto Futuro Alegre (DEM-PP-PSC), e estadual Nelson Marchezan Júnior (PSDB). O quadro completa-se com o empresário Paulo Rogowski (PHS).Temas nacionais prometem passar despercebidos na campanha, mas os analistas consideram que um assunto estadual deve ser bastante explorado na capital gaúcha: a crise política do governo Yeda Crusius (PSDB), que teve o momento mais agudo em junho e forçou várias mudanças no primeiro escalão. Fogaça deve concentrar críticas dos principais adversários, especialmente de Lorenzoni, que calcula disputar com o prefeito o mesmo eleitorado, afirma o sociólogo e cientista político Flávio Silveira. Fogaça precisará investir na imagem da prefeitura, uma vez que pesquisas indicam que a avaliação pessoal dele é bem melhor que a da administração municipal, observa Silveira, que dirige o Meta Instituto de Pesquisa de Opinião. Ao contrário da capital, em Caxias do Sul, no nordeste do Rio Grande do Sul, o número de candidatos encolheu de tal forma a ponto de precipitar um segundo turno já no primeiro, embora o município de 295 mil eleitores esteja apto a realizar a disputa em duas fases. O prefeito José Ivo Sartori (PMDB) aglutinou 14 partidos na Coligação Caxias para Todos (PMDB-PDT-PTB-PP-PHS-PSDB-PSB-PPS-PSC-DEM-PR-PRB-PV-PSDC) para disputar a reeleição contra o deputado federal Pepe Vargas (PT), que estará aliado ao PCdoB, PMN e PSL na Frente Popular. A inesperada antecipação do segundo turno motivou a aliança de Pepe Vargas a pedir à Justiça Eleitoral a divisão igual de tempo na publicidade gratuita desde o começo do horário eleitoral. Se não for atendido, ele contará com 8 minutos e 54 segundos, ante 21 minutos e 6 segundos do peemedebista.

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