Prefeitura de Dourados (MS) demite 130 funcionários 'fantasmas'

Município está sob invervenção desde a prisão do prefeito Ari Artuzi e de membros da sua gestão

João Naves de Oliveira, correspondente de O Estado de S.Paulo,

09 Setembro 2010 | 13h31

CAMPO GRANDE (MS) - A partir desta quinta-feira, 9, os 130 funcionários "fantasmas" da Prefeitura Municipal de Dourados, uma das maiores cidades do Mato Grosso do Sul, estão demitidos. A relação dos nomes dos está no Diário Oficial do Município.

 

A medida adotada pelo prefeito interino, juiz Eduardo Machado Rocha, será debatida na primeira sessão da Câmara a ser realizada depois da prisão do prefeito Ari Artuzi (PDT), o vice-prefeito, a primeira dama, nove vereadores e cinco secretários.

 

Um pelotão de 50 soldados da Polícia Militar está na porta do prédio do Legislativo Municipal, para garantir a ordem. O local está totalmente tomado por populares e membros de várias organizações civis.

 

A seção começou há meia hora e o ambiente é de expectativa devido à participação de três vereadores que foram presos e liberados pela Polícia Federal. Eles são acusados por envolvimento na chamada "farra das propinas".

 

O Ministério Público Estadual pediu o afastamento dos 9 vereadores que foram presos e mais dois que não chegaram a ser detidos, mas estão indiciados pela Polícia Federal. Segundo o órgão o pedido é parte de um processo para cassação dos acusados.

 

Também noa noite de quarta-feira, 8, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS), decretou intervenção no município de Dourados. A decisão é devido ao não pagamento de precatório no valor de R$ 500 mil e não tem relação com o esquema de corrupção desarticulado pela PF.

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