Prefeitos terão um remédio de cada vez, diz Lula sobre críticas

Presidente anunciou na 2ª crédito suplementar de R$ 1 bi a prefeituras, mas entidade cobra mais medidas

Evandro Fadel, de O Estado de S. Paulo,

14 de abril de 2009 | 14h48

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu nesta terça-feira, 14, em Telêmaco Borba, a cerca de 250 quilômetros de Curitiba, as críticas da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) de que as dívidas que as prefeituras possuem com a Previdência Social não foram contempladas no anúncio de reposição das perdas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). "Você toma um remédio de cada vez", ponderou o presidente, em entrevista coletiva, sob um sol forte, logo após a solenidade de comemoração dos 110 anos da empresa de papel e celulose Klabin.

 

Em reunião realizada na última segunda com o conselho político, formado por 14 partidos da base aliada, Lula anunciou a liberação de até R$ 1 bilhão em crédito suplementar para repor as perdas das prefeituras com o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

 

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Para ele, "não há nenhuma razão para os prefeitos apertarem o cinto". Lula destacou que o ano passado foi "primoroso" em relação ao FPM. "E nós, em um momento de crise, em que todos têm que perder, porque o governo federal está perdendo também, estamos garantindo que nenhum prefeito do Brasil vai receber menos do que recebe no ano passado", afirmou. "É uma conquista extraordinária que acho que nenhum prefeito imaginou que pudesse conquistar."

 

De acordo com o presidente, a decisão do governo levou em conta que os prefeitos são os primeiros a sentirem os problemas da população. "Estamos repartindo um pouco o sacrifício, da mesma forma que nós repartimos a bondade", disse. Mas, segundo ele, nenhum prefeito recebeu tantos recursos quanto nos últimos cinco anos. "Quando estavam acostumados a ter um pouco mais de recursos, vem a crise e diminui, sobretudo em janeiro, fevereiro e março", disse. "Estamos fazendo a reposição e garantimos que, se perderem em outros meses, vamos fazer a reposição mês a mês."

 

Segundo ele, uma discussão também será feita com cada um dos Estados com o intuito de o governo federal ajudar "para ter um pouco de fôlego". "Se todo mundo estiver bem, quando a crise for debelada, o Brasil vai dar um salto de qualidade na frente de todos os países", acentuou.

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