Prefeitos se surpreenderão com PAC, promete Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou, em discurso para cerca de cem prefeitos de partidos da base aliada de várias cidades do País, que no próximo domingo fará uma última reunião para revisar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a ser anunciado na segunda-feira. Lula disse que os prefeitos terão "uma surpresa" em relação aos pontos do programa que tratarão de saneamento básico e habitação.De acordo com ele, os dois assuntos "serão pontos muito fortes" no programa. Lula destacou que o PAC não prevê medidas apenas para 2007, mas para os quatro anos de mandato e pediu a participação dos prefeitos para a implementação das medidas.O presidente prometeu também que a relação do Executivo com as prefeituras irá melhorar muito. "Os últimos quatro anos foram bons nessa relação e vão ser melhores", afirmou. Ele reiterou que não faz distinção sobre os partidos de cada prefeito. "Duvido que alguém tenha sido tratado melhor por ser da base aliada", disse. "Quando sair daqui, quero andar de cabeça erguida pelos 8,5 milhões de quilômetros quadrados".Lula disse ainda que os prefeitos devem exigir o que acharem que são seus direitos e que cabe ao governo federal dizer se poderá atendê-los ou não. O presidente assegurou que não faltará lealdade com relação às prefeituras.Demora no anúncioNo discurso feito nesta quarta-feira, Lula explicou que o PAC não pôde ser lançado antes porque só agora as condições para a sua execução foram criadas. "Agora criamos as condições para dar um segundo passo, que será consciente, para permitir a quem vier depois dar um terceiro passo", afirmou.Em resposta a dois prefeitos presentes no discurso, Lula disse que considera importante que este ano sejam votadas as reformas tributária e política. O prefeito Luiz Coelho, da Associação Nacional dos Municípios, pediu apoio para a reforma política para que haja coincidência geral dos mandatos de presidente, governadores e prefeitos. Segundo ele, os municípios não suportam eleições a cada dois anos.A presidente da associação, Moema Gramacho, pediu a aprovação do adicional de um ponto porcentual no Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O presidente afirmou que é totalmente possível resolver a questão.Lula destacou também que, nos últimos quatro anos, o governo fez a mais forte política social de todos os tempos e anunciou que vai fortalecer ainda mais esta política concentrando programas. Ele reconheceu que podem existir desvios em programas como o Bolsa-Família. Porém, justificou, lembrando que em qualquer grande empresa também podem ocorrer erros. "Quando os erros são descobertos, devem ser punidos (os responsáveis) e corrigidos", disse.

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