Prefeitos querem suspender corte da iluminação pública

Um documento assinado por 35 dos 39 prefeitos da Região Metropolitana de São Paulo, pedindo a suspensão imediata do corte de 35% na iluminação pública determinado pelo governo federal, foi entregue nesta quarta-feira pelo prefeito Elói Pietá, de Guarulhos, ao ministro da Justiça, José Gregori. Os prefeitos, entre eles a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), argumentam que o corte na iluminação pública responde por apenas 1% do total da meta de redução de 20% no consumo, estipulada pelo governo."Mas os efeitos que o corte acarretará na segurança pública dos municípios podem ser devastadores", disse Pietá. O documento afirma que "está comprovada a efetiva correlação entre a falta de iluminação pública e a criminalidade".E lança mão de dados estatísticos colhidos na Inglaterra, em 1974, durante a crise do petróleo, quando a iluminação pública foi reduzida em 50% em algumas áreas urbanas.As estatísticas "apontaram aumento de 100% nos indicadores de furtos e de 50% nos índices de criminalidade", afirma o documento. Os prefeitos pedem ainda a abertura imediata de linhas de crédito existentes para programas de modernização, racionalização e melhoria dos sistemas de iluminação pública."A substituição das atuais lâmpadas de vapor de mercúrio por lâmpadas de vapor de sódio já seria suficiente para garantir a economia", afirmou Pietá. O documento foi entregue a Gregori, que se encontrava em São Paulo para acompanhar as investigações da explosão da bomba no prédio do Ministério da Fazenda, com o pedido de que ele o encaminhasse ao presidente da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica, Pedro Parente."O ministro disse que as propostas são viáveis e se comprometeu a encaminhá-las", afirmou Pietá.

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