Prefeitos que estão de saída dizem que ações são legais

As administrações dos prefeitos de Salvador, Macapá e Maceió defenderam as ações adotadas pelo Executivo municipal nos últimos meses de governo. Segundo informaram por meio de comunicados oficiais e entrevistas, todas as medidas visam a atender ao interesse dos moradores e não são prejudiciais às cidades.

AE, Agência Estado

30 de dezembro de 2012 | 09h13

A prefeitura de Salvador informou que apenas cumpriu sua obrigação institucional ao enviar projetos "de interesse da cidade" à Câmara no fim do mandato do prefeito João Henrique (PP). Em nota, explicou que as novas regras são resultado de estudos focados na necessidade de melhorar o ordenamento urbano, inclusive com a regularização de imóveis de famílias de baixa renda.

De acordo com a prefeitura, não houve ação no "apagar das luzes". E, embora tenha tomado a iniciativa de enviar as propostas ao Legislativo, a prerrogativa de aprová-las é dos vereadores. "A ordem do prefeito João Henrique é que se cumpra a gestão e que os trabalhos continuem em seu curso normal até o último dia 31 de dezembro, incluindo o atendimento a demandas legislativas", diz o comunicado oficial.

O prefeito de Macapá, Roberto Góes (PDT), e sua assessoria não foram localizados para comentar críticas do sucessor, Clécio Luís (PSOL), aos trabalhos de transição. A Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá afirma que os acordos com as empresas de ônibus foram vantajosos à cidade, pois, por meio deles, as viações aceitaram pagar impostos municipais devidos e renovar sua frota. "A média de uso dos veículos era de 8,5 anos. Com o acordo, passará para quatro. Dá qualidade ao transporte", afirma o presidente do órgão, Carlos Sérgio dos Santos.

A prefeitura de Maceió assegurou que não haverá descontinuidade administrativa com a exoneração de 1,1 mil servidores comissionados, pois 80% deles são efetivos e, embora dispensados das funções de confiança, continuarão exercendo seus cargos.

Segundo a assessoria do prefeito Cícero Almeida (PSD), tão logo haja a cerimônia de posse, o prefeito eleito Rui Palmeira (PSDB) poderá renomear os funcionários conforme suas prioridades. A decisão sobre o sistema de estacionamento rotativo, acrescentou, ficará para o próximo gestor. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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