Prefeitos eleitos pelo PT aprovam carta elogiando governo Lula

Prefeitos eleitos pelo PT aprovaram, em votação simbólica, a Carta de Brasília, recheada de elogios ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. O documento não contém nenhuma das críticas feitas por prefeitos à política econômica durante os debates no plenário, na manhã de hoje. "Não esperem de um fórum como o PT ataques ao governo porque daqui não sairão críticas", afirmou o secretário de Assuntos Institucionais do partido, Paulo Ferreira. Redigida por uma comissão composta por dois prefeitos e dois assessores, a Carta de Brasília fala do "entusiasmo" dos eleitos com o que eles chamam de "grande obra" realizada pelo presidente Lula. "Sentimos em nossas cidades o quanto o Brasil avançou neste governo", diz um dos trechos do documento. "Saudamos a retomada de um projeto de desenvolvimento nacional, a retomada do crescimento econômico, com controle da inflação e com o respeito aos compromissos assumidos pelo país." Na carta, os prefeitos falam que existe um "processo de inovação positiva" em curso, expresso na iniciativa do presidente de receber periodicamente os prefeitos.A seguir, leia a íntegra da "Carta de Brasília""Nós, prefeitos, prefeitas, vice-prefeitos e vice-prefeitas do PT, reeleitos ou eleitos em outubro último, reunidos em Brasília, expressamos nosso agradecimento ao povo brasileiro, que, mais uma vez, manifestou a sua confiança e o seu respeito ao nosso partido, por tudo o que ele construiu nos governos ou nas ações políticas e sociais ao longo de sua história. Fomos o partido que mais votos recebeu nas últimas eleições municipais; que elegeu prefeitos no maior número de capitais e de cidades com mais de 150 mil habitantes; que cresceu de 187 para 412 prefeituras; que soube fazer coligações mesmo não sendo cabeça-de-chapa, como o demonstram os mais de 300 vice-prefeitos e vice-prefeitas petistas eleitos no País; que, como nunca em sua história, multiplicou o número de prefeituras que vai dirigir em toda a Região Norte e Nordeste, e no grande Estado de Minas Gerais.Consideramos o resultado das eleições como uma vitória do nosso modo de governar, construído desde as primeiras prefeituras que conquistamos há mais de 20 anos, e expresso em nossos programas de governo para cada município, levado à população durante o processo eleitoral. Estamos reunidos em Brasília para expressar o nosso entusiasmo com a grande obra que está realizando o governo do presidente Lula, e para melhor integrar as ações de nossas prefeituras com as ações do governo federal. Sentimos em nossas cidades o quanto o Brasil avançou neste governo. Saudamos a retomada de um projeto de desenvolvimento nacional, a retomada do crescimento econômico, com controle da inflação e com o respeito aos compromissos assumidos pelo País. Os bancos públicos retomaram o seu papel de indutores do crescimento e de promotores da inclusão social. O governo voltou a financiar o saneamento público, está preparado para retomar as grandes obras de infra-estrutura nas mais diferentes regiões do País. As pequenas e médias empresas têm recebido crescente apoio do governo. Nunca os programas sociais foram tão abrangentes, como o mostra o Bolsa Família, o Fome Zero, o Programa de Saúde da Família, o apoio à agricultura familiar, a ampliação e a qualidade dos programas de assentamento dos sem-terra, o início da reforma democrática da universidade, a multiplicação das vagas acessíveis aos estudantes universitários de baixa renda, a alfabetização.A política internacional do nosso governo, aproximando o Brasil dos países da América do Sul, da África, do mundo árabe, da Índia, da China, guarda enorme correspondência com a política de desenvolvimento nacional, com a política econômica, e com a política de superação das injustiças e de inclusão social. Ela é mais uma manifestação viva do compromisso do Brasil com o seu povo.O progresso da democracia no Brasil é evidente com o governo do presidente Lula. Nosso governo é de coalizão para expressar a ampla maioria do povo e para governar para ele. É um governo que respeita o Congresso Nacional, os Estados, os municípios, os movimentos sociais, a liberdade de manifestação e de imprensa.É com este respeito aos valores da democracia, da liberdade, que nosso governo está conseguindo realizar as reformas que há muito tempo eram requeridas pela sociedade brasileira: a reforma da Previdência, a reforma tributária, a reforma do Judiciário, a promissora Lei do Desarmamento, e outras que estão em curso. Dentre elas, destacamos o projeto de emenda constitucional gestada pelo MEC (Ministério da Educação) que, ao instituir o Fundo Nacional de Educação Básica e Valorização do Magistério, corrige os defeitos do Fundef proporcionando recursos financeiros para apoiar os Estados na manutenção e ampliação do ensino médio, e os municípios nas ações de universalização da educação de crianças de 4 a 6 anos, ampliação das oportunidades de creche e expansão dos projetos de educação de jovens e adultos. É com profundo senso de ética que nosso governo trabalha e se dedica sem trégua à luta contra a corrupção, instituindo mecanismos de controle interno e de transparência do governo.De outro lado, nosso governo move ampla campanha contra a violência, o crime organizado, o narcotráfico, a lavagem de dinheiro. Nós, prefeitos, prefeitas, vice-prefeitos, vice-prefeitas, somos testemunhas do grande respeito deste governo federal às cidades, aos grandes, médios e pequenos municípios, ao poder municipal. Isto é parte integrante do processo de inovação positiva em curso no País. Bem expresso nos gestos inéditos do presidente da República e dos ministros do governo de receberem, periodicamente, os prefeitos e suas lideranças ou de comparecerem aos seus encontros, e de tomarem medidas que beneficiam os municípios, melhorando a distribuição do bolo tributário para eles, e criando estruturas que os favorecem, em especial o Ministério das Cidades.Nós nos reunimos em Brasília porque, em harmonia com o governo federal, queremos governar bem e cada vez melhor nossas cidades. Para o bem de seu povo e o bem do País.Brasília, 30 de novembro de 2004."

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