Prefeitos do PT criticam posição dos radicais sobre reformas

Os prefeitos do Partido dos Trabalhadores, Marcelo Déda (Aracaju) e Marta Suplicy (São Paulo), desaprovam a postura dos radicais do partido. Marta Suplicy, que chegou à capital sergipana para o encontro marcado e disse que os radicais "chegaram no limite". Já Déda considera a atitude dos radicais como "inaceitável" e avisou que "eles têm de recuar". Os dois petistas participam amanhã da abertura da 44ª Reunião da Frente Nacional de Prefeitos, que será aberta amanhã pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Anfitrião da reunião, Déda deve ser empossado coordenador da frente.Para Marcelo Déda, embora a posição do PT sempre tenha sido de "atrair e de convencer", ele acha que o partido já fez todas as gentilezas possíveis para atrair os radicais e assegura que não vê problema algum em que se faça mais um pouco dessas gentilezas. "Agora, o que deve ficar muito claro é que se alguém tem de recuar são os companheiros que estão hostilizando as reformas e se opondo ao governo Lula", avaliou. "O partido está no governo e tem o dever de sustentar o governo." Mas o prefeito não acredita que a posição desses radicais coloque em risco as reformas, pelo fato de os dissidentes se formarem um pequeno grupo.Já a prefeita da capital paulistana, Marta Suplicy, uma das primeiras a chegar a Sergipe, lembrou uma recomendação de sua mãe, para lidar com os dissidentes. "Minha mãe já dizia e eu passei isso para meus filhos: tudo tem limite", disse a prefeita ?Quando se chega no limite as ações têm de ser tomadas e eu acho que ali se chegou no limite". A prefeita, no entanto, disse que é preciso aguardar o dia 12, quando será realizada a reunião da executiva nacional do PT, que ela estará presente como vice-presidente, para que se defina o destino dos dissidentes.

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