Prefeito tenta blindar imagem

A ordem na campanha de Gilberto Kassab (DEM) é congelar o discurso e evitar ações que tragam prejuízos nesta reta final. Ontem, após a crise na polícia, o governador José Serra (PSDB) deixou de aparecer a uma agenda em que visitariam obras do Conservatório Dramático e Musical. A presença de Serra havia sido combinada na semana passada, mas quem apareceu foi o secretário da Cultura, João Sayad. "Ele (Serra) estava convidado e tinha a expectativa de que pudesse vir, mas tinha alertado na sexta-feira que, caso não viesse, viria o João Sayad", explicou Kassab. A campanha entendeu que a presença do tucano pode ser evitada agora. Há dois encontros pré-agendados.Kassab minimizou os efeitos da crise da polícia. "É muito difícil para o eleitor paulista entender que alguém quer tirar proveito de uma crise que esperamos que seja passageira. Faltaria espírito público."O prefeito voltou a ligar Marta aos envolvidos no mensalão, ao rebater tentativa da petista de colar sua imagem à de Celso Pitta. "Ela tem lembrado insistentemente que eu participei do governo Pitta. Eu participei, votei no Pitta como mais de 4 milhões de eleitores e depois me afastei. Apenas consultei se ela tinha se afastado da turma do mensalão. É evidente que não, todos sabem."Ele deixou claro que vai explorar as taxas. "É uma vulnerabilidade grande da ex-prefeita." No conservatório, Kassab demonstrou bom humor. "Estou feliz, tem a avaliação do governo, São Paulo empatou com o Palmeiras e o Massa pode ganhar o campeonato. Eu sou pé-quente."

Ricardo Brandt, O Estadao de S.Paulo

21 de outubro de 2008 | 00h00

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