Prefeito piauiense acusado de pedofilia é convocado para CPI

Geraldo Eustáquio é suspeito de ato libidinoso e atentado violento ao pudor contra menina de 8 anos de idade

Gustavo Uribe, Agência Estado

28 de setembro de 2009 | 17h03

O prefeito de Sebastião Barros, a 940 quilômetros de Teresina (PI), Geraldo Eustáquio (PT), foi convocado nesta segunda-feira, 28 para acareação na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, na quarta-feira, em Brasília. Eustáquio é acusado de praticar ato libidinoso e atentado violento ao pudor contra a filha de 8 anos do presidente da Câmara de Corrente (PI), cidade vizinha a Sebastião Barros.

 

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Em depoimento colhido durante audiência da CPI, o pai da garota acusou o prefeito de Sebastião Barros de ter cometido o ato em maio. A criança, que sofre de leucemia, se submete a tratamento quimioterápico na capital piauiense. Além de Eustáquio, foram convocados para a acareação os pais da suposta vítima, e o presidente da Câmara de Sebastião Barros, Joedson Lobato do Amaral.

 

A mulher do prefeito, Maria José Eustáquio, também deve comparecer à acareação. Esse será o segundo depoimento prestado pelo prefeito à CPI da Pedofilia. Na primeira vez que foi convocado para audiência em Brasília, em 16 de junho, Eustáquio não compareceu à reunião, ausência que motivou o presidente da CPI, senador Magno Malta (PR-ES), a acionar a Polícia Federal (PF) para decretar a prisão preventiva do prefeito.

 

O imbróglio fez com que os parlamentares prorrogassem o encerramento da CPI por mais 180 dias, até o dia 5 de maio de 2010. Até lá, os senadores pretendem apurar uma outra denúncia de pedofilia que recai sobre o prefeito de Sebastião Barros, desta vez contra uma menina de 11 anos procedente da mesma cidade. A previsão era de que os trabalhos da CPI terminassem até o início de outubro. A reportagem tentou falar com o prefeito, mas não conseguiu até as 15h30.

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