Prefeito é expulso do PT após apoiar tucanos na eleição

Um prefeito do interior de São Paulo foi expulso do PT por votação da executiva do diretório municipal do partido. Mituo Takahashi, de Barrinha (SP), é acusado de ter apoiado candidatos de outras siglas durante a eleição passada. O maior problema foi ter participado de eventos do PSDB e cedido sua imagem para panfletos entre dois candidatos tucanos da região.

RENE MOREIRA, ESPECIAL PARA A AE, Estadão Conteúdo

11 de novembro de 2014 | 12h05

Sem contar a expulsão, o diretório fala até em entrar na Justiça pedindo o cargo Takahashi, conhecido na cidade como "Katiá". O prefeito foi julgado internamente pelo PT no mês passado sob a acusação de infidelidade partidária, pois teria feito campanha para candidatos que são de partidos que não estavam inseridos nas coligações petistas.

O diretório considerou falta grave a imagem do prefeito em panfletos de candidatos a deputado pelo PSDB e a Comissão de Ética do partido votou pela expulsão, sendo a proposta aceita pelo diretório local. A decisão seguiu agora para o diretório estadual, que poderá confirmar a medida, uma vez que Katiá não apresentou defesa e o prazo já se esgotou.

Uma definição por parte do diretório estadual deve sair até o final desta semana e depois também será encaminhada para análise da direção nacional. Em Barrinha, o PT local aguarda esse trâmite para acionar a Justiça Eleitoral pois, para o secretário-geral Alcides Ignácio de Barros Filho, o prefeito traiu o partido e o cargo deve ser reivindicado de volta.

Silêncio. A principal prova contra o prefeito é um panfleto em que ele aparece entre os candidatos a deputado estadual Roberto Engler (PSDB) e a deputado federal Duarte Nogueira (PSDB). Ambos foram reeleitos, sendo que este último também é o presidente estadual do PSDB de São Paulo.

Tanto o prefeito, quanto os dois deputados, já disseram que não vão se manifestar a respeito. Katiá ganhou destaque no início deste ano após pintar os prédios públicos de Barrinha de vermelho, a cor do PT. Ele acabou obrigado pelo Ministério Público a repintar tudo em outras cores.

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