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Prefeito, dois secretários e presidente da Câmara são presos em Guapimirim (RJ)

Quadrilha com 16 pessoas é acusada de desviar mais de R$ 1 milhão da Prefeitura e oferecer propina de R$ 800 mil a policiais

05 de setembro de 2012 | 08h59

SÃO PAULO - Uma operação contra uma quadrilha formada por políticos de Guapimirim, na Baixada Fluminense (RJ), prendeu na manhã desta quarta-feira, 5, o prefeito, dois secretários municipais e o presidente da Câmara dos Vereadores da cidade. Eles são acusados de desviar mais de R$ 1 milhão dos cofres da Prefeitura em quatro anos e foram pegos tentando subornar policiais com uma quantia de R$ 800 mil em notas de R$ 100 e R$ 50.

A operação Os Intocáveis começou há sete meses e tem a participação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) da Secretaria de Estado de Segurança (Seseg) do Rio e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual. O Ministério Público denunciou um total de 16 pessoas sob acusação de formação de quadrilha armada, fraude em licitação, corrupção ativa, coação no curso do processo e peculato, crimes que podem somar até 24 anos de prisão.

De acordo com a Seseg, sete mandados de prisão e 45 de busca e apreensão estão sendo cumpridos. Além do prefeito Renato Costa Mello Júnior, o "Júnior do Posto", do presidente da Câmara, Marcelo Prado Emerick, e dos dois secretários, outras 11 pessoas foram indiciadas, incluindo três vereadores.

Entre as práticas usadas pela quadrilha para desviar dinheiro público estão o superfaturamento no aluguel de veículos para a Prefeitura e na compra de merenda escolar. O presidente da Câmara dos Vereadores, conhecido como "Marcelo do Queijo", também prestava serviços superfaturados à administração municipal com sua própria empresa de ar-condicionado.

Perfil. O prefeito Renato Costa Mello Júnior tem 35 anos, já foi deputado estadual em 1998 (aos 21 anos) e vice-prefeito de Guapimirim (2004). Em 2008, tornou-se candidato a prefeito após a candidatura à reeleição de seu tio, o "Nelson do Posto", ter sido impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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