Prefeito do Rio ironiza declaração de Lula sobre candidatura

Em entrevista ao Estado deste domingo, presidente diz que não será candidato em 2010 'nem se o povo pedir'

Mônica Ciarelli, do Estadão

26 de agosto de 2007 | 18h31

O prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (DEM), recebeu neste domingo, 26,  com ironia a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que não será candidato em 2010 "nem se o povo pedir", feita em entrevista publicada  pelo Estado.     Veja também:    "Quem se acha insubstituível vira um ditadorzinho" "Não me verão dar palpites sobre o futuro governo"  "No mensalão, quem errou pagará pelo erro"   56 meses de poder   Rumos do futebol preocupam  Na preliminar, exercício e elogios para a acupuntura     Segundo ele, a afirmação apenas mostra que o presidente "não tem planos de promover um golpe de Estado" -uma segunda reeleição não é permitida pela Constituição. Maia foi ainda mais sarcástico ao comentar a defesa de Lula de uma candidatura única da base governista à sua sucessão e a afirmação de que a volta do mensalão ao noticiário provoca um desconforto político. "Conversa mole para a base não desmanchar antes", sentenciou.   O fato de Lula negar, na entrevista, ter dado apoio político ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) - investigado no Senado desde que foi acusado de ter suas contas pessoas pagas por um lobista da empreiteira Mendes Junior - também foi analisado com deboche pelo prefeito carioca. "Ou ele mentiu para o Renan ou o Renan está mentindo", alfinetou.   Maia rebateu ainda outras análises do presidente Lula em sua entrevista. Uma delas foi a de que o número de beneficiados pelo programa Bolsa- Família, maior programa de assistência social do governo, tende a diminuir até o final de seu mandato."O Bolsa-Família não é assistencialista. Imagine se ele dissesse ao contrário...."   O prefeito também criticou o governo por causa da atual crise do setor aéreo. Na entrevista, Lula afirmou que o governo vai apresentar uma proposta para mudar a lei das agências reguladoras e que não haverá mais "contemporização".Segundo o prefeito, as afirmações podem ser traduzidas como "Até aqui fui frouxo. Prometo não ser mais."

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