Prefeito de São Paulo cria agenda positiva rumo a 2012

Orientado por pesquisas de opinião pública, o prefeito paulistano Gilberto Kassab criou uma agenda positiva de governo, principal aposta para recuperar a popularidade na capital paulista, desgastada pela tentativa de viabilizar o seu novo partido, o PSD.

AE, Agência Estado

01 Setembro 2011 | 11h58

No último mês, Kassab lançou iniciativas de repercussão, algumas com impacto direto no bolso do eleitor. Com R$ 7,1 bilhões em caixa, pretende promover tradicionais investimentos de ano eleitoral, como recapeamento e plantio de flores. Para a oposição e entidade de acompanhamento das gestões municipais, trata-se de maquiagem eleitoral.

Kassab confirmou ontem que quer diminuir a taxa de inspeção veicular, de R$ 61,98 para R$ 49,30, conforme antecipou o Estado. Disse ser "justo" o valor de R$ 49,30. Em janeiro, no entanto, o valor foi reajustado de R$ 56,44 para os R$ 61,98. O prefeito quer viabilizar neste ano projeto do PT que cria bolsa de R$ 272 a 147 mil famílias sem vaga em creche da rede pública.

Nesta semana, ainda na esteira das ações positivas, acatou recomendação de aliados e vetou a criação do Dia do Orgulho Hétero e surfou na ação da Corregedoria Municipal que descobriu fraudes de R$ 50 milhões promovidas por construtoras.

Para emplacar seu candidato em 2012 - a aposta hoje é o secretário do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge -, Kassab tem de melhorar a avaliação do governo. Pesquisas internas apontam um terço de bom e ótimo e um quarto de ruim e péssimo. E o eleitor que o elegeu - paulistano do centro expandido da cidade e, no geral, antipetista - mostra má vontade. Avalia que o prefeito trocou a capital pela política.

Levantamento do Movimento Nossa São Paulo com base em dados oficiais mostra que, das 223 metas propostas para a cidade até 2012, só 35 foram cumpridas. "Há uma corrida para acelerar projetos e anunciar medidas que não são prioridade", avalia o coordenador executivo da ONG, Maurício Broinizi.

PSD x PSDB

O PSD pode até não lançar candidato próprio à Prefeitura de São Paulo, mas não vão faltar palanques à reeleição na legenda que está sendo criada por Gilberto Kassab. A primeira leva de vereadores que está com a nova sigla soma sete parlamentares - cinco filiados ao DEM e dois ex-tucanos, incluindo o presidente da Câmara Municipal, José Police Neto - e será anunciada amanhã.

Até 7 de outubro, prazo limite para filiação partidária de quem quiser disputar a eleição em 2012, a futura bancada do PSD pode ganhar mais adesões, caso o partido consiga o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esses sete parlamentares dão ao partido de Kassab o status de segunda maior bancada da Câmara Municipal, empatada com o PSDB e atrás dos 11 vereadores do PT. Na visão mais otimista, seria possível chegar a 10 ou 11 parlamentares - o equivalente a 20% da Casa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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