Prefeito de Salvador tem direito de resposta cassado

Uma decisão pouco comum do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) baiano causou revolta na administração municipal de Salvador, na tarde desta segunda-feira. Depois de ver a Justiça Eleitoral conceder seu primeiro direito de resposta, após fazer mais de 40 pedidos desde o início da campanha, o prefeito João Henrique Carneiro (PP) teve sua vitória judicial barrada pelo desembargador Carlos Dutra Cintra, do TRE, que o cassou no início da tarde.

TIAGO DÉCIMO, Agência Estado

22 de outubro de 2012 | 19h29

Alvo de uma série de ataques, por parte de todos os candidatos à prefeitura de Salvador, João Henrique havia conseguido o direito de se defender da acusação feita pela campanha do petista Nelson Pelegrino (PT) de que era o responsável pela redução da extensão da primeira etapa do metrô da cidade - obra iniciada há 12 anos e ainda não concluída. "Foi o próprio PT que, em 2005, reduziu a obra de 12 para 6 quilômetros", diz o prefeito. "Foi uma decisão do governo federal."

Foi o primeiro caso de suspensão de direito de resposta na campanha - segundo a prefeitura, não há histórico de casos semelhantes na Bahia. "Nunca vi na vida pública cassação de direito de resposta", alega João Henrique. O prefeito também disse ter estranhado que o ex-prefeito e deputado Antônio Imbassahy (PSDB) tenha obtido o direito de resposta sobre o mesmo assunto, com as mesmas alegações, e não ter tido a decisão cassada pelo desembargador - que analisou o caso também nesta segunda-feira.

Duas das quatro inserções de direito de resposta previstas pela Justiça Eleitoral chegaram a ser veiculadas antes da decisão do TRE, mas as outras duas foram suspensas. O advogado Ademir Ismerim, que representa o prefeito, anunciou que vai ingressar com um mandado de segurança contra a decisão do desembargador.

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