Prefeito de Salvador desiste de disputa e apóia Wagner

Depois que pesquisas indicaram a preferência do eleitor baiano à sua permanência no cargo, o prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro (PDT), afastou a possibilidade de disputar a eleição de governador da Bahia e anunciou apoio pessoal ao candidato do PT, o ministro das Relações Institucionais Jaques Wagner. Carneiro propõe inclusive a reedição da união dos partidos de centro-esquerda, fundamental para a sua eleição de prefeito há dois anos. Contudo, a verticalização, que obriga a repetição nos Estados das mesmas alianças formadas na disputa presidencial, deve criar dificuldades, pois embora o prefeito seja parceiro do PT e PSDB na Bahia (cujo inimigo comum é o PFL do senador Antonio Carlos Magalhães) as duas legendas são adversárias em nível nacional. Ao saber do apoio público de João Henrique Carneiro, o ministro Jaques Wagner aproveitou para desfazer qualquer dúvida sobre a sua eventual candidatura ao governo baiano. Boatos circularam nos últimos dias na Bahia, segundo os quais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não iria "liberar" Wagner devido ao agravamento da crise política, mas o ministro confirmou na manhã de hoje (30) em entrevista de Brasília à Rádio Metrópole de Salvador que passa o cargo ao sucessor amanhã (31) e se engaja de vez na campanha. "Já estou até com as caixas de papelão arrumando a mudança", brincou o ministro, justificando as notícias sobre a sua permanência no governo, por ocupar uma pasta "muito sensível". "Conversei com o presidente Lula e ele entende ser fundamental construir um bom palanque na Bahia e o nome que mais contribui para isso no momento é o meu", disse, lembrando que sua candidatura faz parte de um projeto nacional do PT e será de defesa do governo Lula.

Agencia Estado,

30 de março de 2006 | 12h10

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