Prefeito de Rio Preto apóia PSB contra PT

Adesão dá vantagem a candidato que venceu primeiro turno com 40%

José Maria Tomazela, O Estadao de S.Paulo

11 de outubro de 2008 | 00h00

O prefeito de São José do Rio Preto, Edinho Araújo (PPS), anunciou ontem apoio ao candidato do PSB, Valdomiro Lopes Júnior, na disputa do segundo turno contra o petista João Paulo Rillo. A adesão dá boa vantagem a Valdomiro, que venceu o primeiro turno com 40,02% dos votos válidos. O concorrente do PT teve 28,91% e o postulante apoiado pelo prefeito, Orlando Bolçone, do PPS, ficou em terceiro, com 25,26%.Edinho espera transferir os votos de Bolçone para Valdomiro, que tem como vice na chapa o PSDB - a cúpula paulista do partido costurou o acordo. O prefeito contava até com a presença do governador tucano José Serra ontem na cidade para anunciar o apoio, mas a programação em outras cidades da região atrasou e a visita foi adiada. "Ele me ligou e disse que vem na próxima semana", adiantou Edinho.De acordo com o prefeito, o secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes, intermediou as conversas, mas nenhuma condição foi imposta. Edinho também tinha sido assediado pelo PT. "Tenho o melhor relacionamento com o PT do Lula e uma boa relação com grande parte do PT, mas o candidato, que é vereador, nunca me procurou e tem sido um crítico ácido da minha administração."O coordenador da campanha local petista, Carlos Henrique de Oliveira, disse que Edinho tinha exigido, em troca do apoio, que a representação do partido na Câmara aprovasse suas contas de 2004, rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). "Foi uma condição que não pudemos aceitar."Edinho negou, por sua assessoria, qualquer conversa nesse sentido com o PT. Informou que as contas foram rejeitadas por uma questão técnica: teria sido investido menos do que manda a lei na Educação. Mas, segundo o prefeito, será provado que ele investiu mais do que o exigido.Oliveira afirmou que o PT continuará disputando os eleitores de Bolçone. "O eleitor não vê com bons olhos essa aliança, pois foram os candidatos que mais se atacaram no primeiro turno."

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