Ricardo Stuckert
Ricardo Stuckert

Prefeito de Porto Alegre pede apoio da Força Nacional e Exército para julgamento de Lula

Nelson Marchezan alega que medida pretende proteger cidadão frente à 'invasão convocada' para o dia 24 de janeiro

O Estado de S.Paulo

04 Janeiro 2018 | 09h29

O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), solicitou apoio do Exército e da Força Nacional para atuarem no dia do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Tribunal Federal Regional da 4ª Região, na capital gaúcha, previsto para 24 de janeiro. A direção do PT prepara um ato de recepção ao petista para a data. Marquezan é ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL) e é crítico do petista nas redes sociais.

+++ Em resolução, PT vê risco de 'rebeldia popular' se Lula ficar de fora em 2018

Lula foi condenado, em primeira instância, a 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso do triplex do Guarujá. Se a condenação for confirmada, Lula pode ser impedido de disputar a eleição presidencial. O presidente irá ao julgamento no dia 24.

"Devido as manifestações de líderes políticos que convocam uma invasão em Porto Alegre, tomei essa medida para proteger o cidadão e o patrimônio público", diz o tucano.

No pedido, o tucano diz considerar ameaças de "de ocupação de espaços públicos municipais pelos diversos movimentos sociais que manifestaram-se publicamente nesse sentido" e também "a menção à desobediência civil e luta propugnadas nas redes sociais por alguns políticos, inclusive senadores da República".

Em julho, o diretório municipal do PT na capital gaúcha entrou com uma manifestação no Ministério Público Estadual pedindo uma ação de improbidade administrativa contra o prefeito o acusando de usar os recursos da prefeitura para atacar o PT. Na representação, o partido anexou um vídeo de Marchezan que ele diz estar "em um dos porões da prefeitura" e ter se lembrado de Lula porque o local costumava abrigar uma cadeia.

 Em decisão liminar de 29 de dezembro, o juiz Osório Ávila Neto acolheu requerimento em ação civil da Procuradoria da República e interditou o Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, proibindo no local conhecido como Parque da Harmonia instalações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra desde então e até três dias depois do julgamento.

Não foram proibidas manifestações nas proximidades do TRF4. “A determinação judicial é para controlar o acesso de modo a assegurar a normalidade do trânsito de pessoas e veículos no entorno do Tribunal, garantido o direito de manifestação no Parque da Harmonia”, destacou a Justiça, em nota.

REAÇÃO

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR), afirmou que a atitude é sinal de "medo do povo", em rede social.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.