Prefeito de Marília renuncia ao cargo

Mário Bulgareli é acusado de envolvimento em casos de corrupção investigados na Operação Dízimo

AE, Agência Estado

05 Março 2012 | 17h51

O prefeito de Marília, Mário Bulgareli (PDT), renunciou nesta segunda-feira, 5, ao mandato. Em carta encaminhada à Câmara Municipal da cidade, ele não explicita os motivos da renúncia, alegando apenas que a decisão é "irrevogável". O pedido formal de renúncia foi protocolado por volta das 16 horas pelo procurador geral do município, Luiz Carlos Pfeifer, e a carta deverá ser lida, ainda nesta segunda, na sessão ordinária da Câmara. Com a renúncia, assume o vice-prefeito, Ticiano Toffoli (PT).

Antes da renúncia, o nome do prefeito estava envolvido em várias denúncias, o que levantou a hipótese de que o prefeito pediria afastamento por licença médica. A renúncia ocorre num momento em que a Câmara Municipal decide se instaura ou não uma comissão processante para verificar o envolvimento dele no esquema de corrupção encabeçado por Nelson Granciéri, chefe de gabinete e secretário da Fazenda afastado e preso pela Polícia Federal em novembro de 2011.

O pedido de cassação que tramitava na Câmara Municipal de Marília era baseado na chamada "Operação Dízimo", deflagrada no final do ano passado pela Polícia Federal e Gaeco. As investigações apontaram que o ex-chefe de gabinete e ex-secretário da fazenda de Marília seria o responsável pelo pagamento de um tipo de mensalão a aliados políticos. Ainda de acordo com as denúncias, o prefeito Mário Bulgareli poderia estar também envolvido no esquema. Em menos de um ano, esse era o terceiro pedido para que uma CPI sobre o caso fosse instalada.

Bulgareli estava em seu segundo mandato. Em seu primeiro mandato, ele foi eleito pelo PSDB. Já na segunda gestão, se filiou ao PDT.

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