Prefeito de Juiz de Fora segue preso por porte ilegal de arma

Carlos Alberto Bejani (PTB) é o único prefeito detido na Operação Pasárgada que continua na prisão

EDUARDO KATTAH, Agencia Estado

13 de abril de 2008 | 13h38

Em razão da prisão em flagrante por porte ilegal de arma, o prefeito de Juiz de Fora, Minas Gerais, Carlos Alberto Bejani (PTB), não foi liberado na noite de sábado da penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. Bejani foi o único dos 17 prefeitos presos temporariamente na operação Pasárgada da Polícia Federal que não foi solto.   Na noite de sexta-feira, a Corte Especial do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF 1), em Brasília, determinou a soltura dos prefeitos e demais suspeitos presos por suposto envolvimento com um esquema de liberação irregular de verbas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).   Na última quarta-feira, quando foi deflagrada a operação Pasárgada, agentes federais apreenderam cinco armas - incluindo uma pistola 9 mm de uso exclusivo das Forças Armadas - e R$ 1,12 milhão, em espécie, nas buscas realizadas na residência e em um sítio do prefeito de Juiz de Fora. Por causa dessa apreensão, Bejani também responde por porte ilegal de armas.   A decisão do TRF 1 atendeu a um recurso da defesa do juiz federal Weliton Militão, que estava preso no Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar, em Brasília. O benefício foi estendido aos demais suspeitos. Os desembargadores do TRF 1 consideraram que o corregedor-geral Jirair Aram Meguerian não tinha poder para decidir sozinho sobre os pedidos de prisão dos investigados, "uma vez que sua atuação é meramente administrativa, não alcançando medidas judiciais restritivas de direitos".   Segundo a PF, do total de 52 pedidos de prisão expedidos pelo juiz-corregedor, 50 foram cumpridos. Um gerente da Caixa Econômica Federal foi preso preventivamente. O prazo de cinco dias das prisões temporárias venceu neste domingo. Segundo a Secretaria de Defesa Social de Minas, exceto o prefeito de Juiz de Fora, todos os presos no Estado foram liberados.    O advogado Marcelo Leonardo, que representa Bejani, disse que nesta segunda-feira, 14, entrará com um pedido de liberdade provisória no Tribunal de Justiça de Minas, em favor de seu cliente.   No sábado, em Juiz de Fora, sindicalistas ligados à CUT promoveram ato público pedindo o impeachment do prefeito. A Câmara Municipal já decidiu pela instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar Bejani,l pelas suspeitas de liberação indevida de recursos do FPM, desvio de verba pública e enriquecimento ilícito.   A PF já informou que vai ampliar as investigações sobre o envolvimento de prefeituras mineiras no esquema. Outros prefeitos e servidores municipais começaram a ser intimados. O foco do inquérito pode ser ampliado também para outros Estados.   Os delegados que comandam as investigações também abrirão outras frentes de apuração do crime de lavagem de dinheiro. Pela estimativa da PF, somente nos últimos três anos, mais de R$ 200 milhões teriam sido desviados dos cofres públicos.   Texto ampliado e atualizado às 21h15

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