Prefeito de Campinas diz que não tem responsabilidade por operações fraudulentas da administração

As investigações feitas pelo MPE isentam de responsabilidade a figura do prefeito, afirma Hélio de Oliveira

Agência Brasil,

11 de junho de 2011 | 14h59

O prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos (PDT), disse que não tem responsabilidade sobre as supostas ações fraudulentas ocorridas em sua administração, denunciadas pelo Ministério Público Estadual (MPE). De acordo com Santos, o relatório com o conteúdo das investigações feitas pelo MPE isenta de responsabilidade a figura do prefeito.

 

“As suspeitas de envolvimento de agentes da prefeitura em operações fraudulentas envolvendo a Sanasa [Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento] na gestão de Luiz Aquino estão na esfera das responsabilidades individuais, cabendo a cada um deles - e a seus representantes legais - responder por seus atos”, disse o prefeito em nota divulgada na noite de ontem (10).

 

Santos destacou que todos os citados como suspeitos de participação no esquema fraudulento foram exonerados e que continua a exercer as prerrogativas legais do seu mandato. “Todas as secretarias municipais estão em franca atividade para atender as políticas de gestão estabelecidas no programa de governo", diz a nota.

 

Foram presos na manhã de ontem mais dois suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção em Campinas. O ex-secretário de Segurança Pública Carlos Henrique Pinto e o ex-diretor da Sociedade de Sanasa, Marcelo Figueiredo. Henrique Pinto renunciou ao cargo logo após a deflagração da operação policial que prendeu os primeiros suspeitos no mês passado.

 

Foram expedidos mais cinco mandados de prisão contra suspeitos de participar de fraudes na contratação de serviços pela companhia de abastecimento da cidade. Entre os que tiveram a prisão decretada estão a primeira-dama de Campinas, Rosely Nassim Santos, o vice-prefeito Demétrio Vilagra e o ex-secretário municipal de Comunicação Francisco de Lagos Viana Chagas, que também renunciou ao cargo após a divulgação das denúncias.

 

O caso levou a Câmara Municipal de Campinas a abrir um processo de impeachment do prefeito Hélio de Oliveira Santos. A defesa do prefeito sustenta que não existem indícios de que ele tenha participado das fraudes apontadas pelo Ministério Público.

 

Tudo o que sabemos sobre:
Campinasprefeitofraudecorrupção

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.